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Cidade fica em 21º lugar entre capitais globais pela facilidade em permitir a entrada de estrangeiros e a flexibilidade em vistos de viagem. Em vida cultural, está entre as 10 melhores

Agência Estado

São Paulo é uma das metrópoles emergentes mais bem avaliadas em facilidade de realização de negócios, de acordo com o estudo Cidades de Oportunidade, divulgado nesta quarta-feira pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC).

A cidade brasileira saiu da 23.ª posição neste critério no ano passado para a 21.ª colocação neste ano, impulsionada pelos bons desempenhos nos itens que mostram a facilidade em permitir a entrada de estrangeiros e a flexibilidade em vistos de viagem.

A metrópole que oferece menos empecilhos para novos negócios é Cingapura, que conseguiu 202 de 243 pontos possíveis. São Paulo obteve 88.

"Dentro do grupo de emergentes, São Paulo é uma das cidades mais fáceis para fazer negócio", afirmou o sócio da PwC Brasil e líder de Governo e Setor Público, Richard Dubois.

Segundo o estudo, que avaliou 27 metrópoles, a capital paulista está à frente de Beijing (22.º lugar), Istambul (23.º), Moscou (24.º), Buenos Aires (25.º), Mumbai (26.º) e Shanghai (27.º). As cidades emergentes mais bem classificadas que a metrópole brasileira são Johannesburgo (19.º lugar) e Cidade do México (17.º).

Dubois faz a ressalva que, em alguns dos nove itens que compõem o indicador de facilidade para negócios, a PwC utilizou dados nacionais. Um exemplo está em facilidade para abrir um negócio, item no qual São Paulo recebeu nota 6, de 27 pontos possíveis. Sidney, na Austrália, conseguiu a maior pontuação neste caso.

A metrópole brasileira, única analisada no estudo - o Rio de Janeiro, de acordo com Dubois, deve entrar em 2013 -, se destaca em crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB). É a 16.ª cidade que mais cresceu no mundo em 2011 sobre 2010, à frente de Seul, Abu Dabi, Sidney, Tóquio, Paris e Londres, entre outras. São Paulo ocupa também o 7.º lugar em população em idade economicamente ativa e o 15.º em atividade de grandes construções.

Mas, de acordo com a PwC, o crescimento da metrópole brasileira pode ser prejudicado pela infraestrutura de tecnologia limitada: a cidade ocupa o último lugar no quesito prontidão tecnológica. "São Paulo não conseguiu consolidar a indústria de softwares", disse Dubois. "A cidade ficou para trás nesse aspecto."

Atividade cultural

A cidade é uma das dez metrópoles mundiais de maior agitação cultural, informa o estudo. "A vida cultural dinâmica de São Paulo se desenrola num clima temperado ideal que figura no topo das classificações do nosso relatório", informa a PwC. Ao mesmo tempo, a cidade decepciona nos itens qualidade de vida, em que conseguiu 5 de 27 pontos, e congestionamentos, em que obteve 4 de 27. "São Paulo tem tamanho, escala e dinamismo cultural e econômico muito bons, mas com problemas de infraestrutura urbana e burocracias que assustam as empresas", afirma Dubois.