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Para secretário estratégia, a estratégia é equilibrar o estímulo ao crescimento e emprego com a necessidade de conter os gastos e administrar a dívida

Agência Estado

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland de Brito, afirmou nesta terça-feira que o estímulo ao emprego e à demanda continuará a ser o elemento central do Brasil na condução do crescimento econômico. Elevar a taxa de emprego formal tem sido a fórmula de sucesso para assegurar o crescimento da demanda e a estabilidade macroeconômica, completou.

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A estratégia, afirmou, é equilibrar, cuidadosamente, o estímulo ao crescimento e emprego com a necessidade de conter os gastos e administrar a dívida. "A ideia é fornecer o máximo possível de incentivos para a economia devido ao grau de flexibilidade orçamentária que temos." Nos últimos anos, a economia brasileira beneficiou-se de um mix demográfico favorável e programas sociais energéticos.

O governo estima que cerca de 18 milhões de empregos foram criados nos últimos dez anos, elevando o nível registrado para 54,1% da força de trabalho em 2012, de 45,5% em 2002. O aumento resultou em muitos benefícios, incluindo o estímulo aos gastos do consumidor, bem como a melhoria da arrecadação previdenciária. De acordo com dados recentes, a Previdência Social cobre hoje 72,4% da população, ante apenas 63% em 2002.

Brito disse que a qualidade do emprego melhorou com os subsídios do governo à escola e famílias. O total do nível escolar intermediário entre os trabalhadores no primeiro emprego subiu de 17% em 1995 para 54% hoje. Ao mesmo tempo, o nível de pobreza, definido por rendimento anual abaixo de R$ 1.500,00, caiu para 10,9% este ano, de 29% em 1995.

"Agora, esses trabalhadores tem mais escolaridade, estão melhor qualificados para o emprego", disse. Segundo ele, essa tendência deve continuar, apesar da desaceleração da economia brasileira. A projeção para o crescimento econômico em 2012 é de apenas 2%, abaixo do crescimento de 2,7% em 2011. "A taxa de crescimento no emprego formal está subindo, independente dos ciclos econômicos", declarou. As informações são da Dow Jones.