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Para o economista e professor da FGV, Armando Castelar, com a redução da taxa de juros e a redução do desemprego, a carga tributária poderia ter caído 2 pontos porcentuais na proporção do PIB

Agência Estado

A redução da taxa básica de juros (Selic) e do desemprego abre uma janela de oportunidades para se reduzir a carga tributária. No entanto, este espaço para a diminuição de impostos está sendo perdido, de acordo com o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Armando Castelar Pinheiro. Ele participou nesta terça-feira do seminário "Como avançar na agenda da tributação", um dos temas da série Fóruns Estadão Competitivo, organizado pelo Jornal O Estado de S. Paulo e Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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Para Castelar, com a redução da taxa de juros e a consequente queda no pagamento de juros da dívida, além da redução do desemprego, a carga tributária poderia já ter caído 2 pontos porcentuais na proporção do PIB. "Isso não está acontecendo porque o governo está usando os recursos para fazer desonerações", criticou o professor.

O Brasil perde ainda a oportunidade de reduzir a carga tributária porque, entre outras coisas, no momento a pressão dos gastos previdenciários no País ainda é relativamente pequena. No Brasil, apenas 6,7% da população tem idade igual ou superior a 65 anos, com os quais os gastos previdenciários equivalem a 10% do PIB, metade dos Estados Unidos. "Temos que aproveitar esse momento porque mais a frente será difícil fazer a redução da carga", disse Castelar.

Ele critica as reduções pontuais de impostos que o governo vem fazendo para estimular o consumo. Para o economista, é preciso fazer uma redução da carga tributária horizontal, para todos e de forma ilimitada.

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