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Roupas avançaram 0,60% no mês passado, após terem caído 0,57% em agosto. A variação do grupo foi de 1,17% de agosto para setembro e a contribuição para a inflação foi de 60%

Agência Estado

O grupo vestuário foi o de maior influência sobre a inflação ao consumidor final em setembro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), integrante do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI). Os preços dos vestuários avançaram 0,60% no mês passado, após terem caído 0,57% em agosto. A variação do grupo foi de 1,17% de agosto para setembro e a contribuição para a inflação do varejo foi de 60%. O IPC passou de 0,44% em agosto para 0,54% no mês passado.

No entanto, apesar da alta de preços dos vestuários, o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Salomão Quadros destacou o grupo alimentação no resultado do indicador de setembro. "O resultado dos vestuários tem motivação sazonal, por conta da chegada de uma nova estação, após um período de promoções. Foi forte neste mês, mas tende a desaparecer. Já a alta da alimentação está no meio de um processo iniciado no atacado e, por isso, tende a permanecer", argumentou Quadros.

O preço do arroz, por exemplo, subiu 6,77% em setembro, e tende a continuar avançando. "Houve uma produção baixa de arroz no início do ano e, agora, na entressafra, o preço acaba reagindo", afirmou o economista da FGV.

No atacado, o arroz acumula alta de 35,95% no ano, enquanto no varejo, o avanço foi de 16,56%, no mesmo período, o que demonstra que há espaço para novos repasses de preços para o consumidor final. O mesmo vale para as carnes, cujos preços subiram 8,98% no atacado, em setembro, e que, nos próximos meses, devem ficar mais caros também no varejo, segundo Quadros.