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Segundo o vice-presidente sênior da agência de classificação de risco, Mauro Leos, a nota de crédito do Brasil e de outros países latino-americanos deve passar por revisão ainda este ano

O vice-presidente sênior da Moody's, Mauro Leos, disse na manhã desta quinta-feira, durante evento realizado pela agência de classificação de risco em São Paulo, que uma das mudanças estruturais mais importantes no Brasil é a que está ocorrendo com os juros. "Ter Selic de um dígito é uma grande mudança.

Tudo indica que daqui para frente teremos uma Selic de um dígito", afirmou Leos. Segundo ele, ainda que não seja possível dizer que a taxa básica de juros permanecerá no patamar de 7,5% ao ano, o fato de ter apenas um dígito já ajuda a economia no médio prazo. O Brasil atualmente possui rating Baa2+ conforme a Moody's.

Leos observou que tanto o Brasil quanto outros países da América Latina avançaram bastante na escala de classificação de risco. "Os ratings já estão mais ou menos onde devem estar. Não esperamos que eles continuem a se mover para cima do mesmo modo que vinha acontecendo", disse o executivo.

Segundo ele, a nota de crédito do Brasil e de outros países latino-americanos deve passar por revisão ainda este ano. Ele ressaltou, porém, que depois disso é possível que as mudanças nos ratings não sejam feitas com a mesma velocidade verificada em anos anteriores.

O Brasil, assim como o México, o Peru, o Chile, a Colômbia, a Costa Rica, o Panamá e o Uruguai, encontra-se atualmente dentro da categoria "grau de investimento", sendo que o Chile é o único país dentro do rating A, com nota Aa, que está a três passos da maior classificação (AAA).