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Pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do instituto Markit, indicador voltou a ficar acima da marca de 50 que divide contração de expansão

O setor de serviços do Brasil voltou a registrar expansão em setembro pela primeira vez em três meses, recuperando-se de uma forte contração registrada no mês anterior, devido ao aumento do volume de negócios, mostrou nesta quarta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do instituto Markit.

O indicador voltou a ficar acima da marca de 50 - que divide contração de expansão--, ao atingir em setembro 52,8 pontos, após ter registrado em agosto 48,1, a maior taxa de declínio desde maio de 2009.

De acordo com o Markit, cerca de 18% dos entrevistados citaram um nível de atividade de negócios mais alto, e todas as seis categorias monitoradas apresentaram expansão da atividade, com destaque para o subsetor de Intermediação Financeira.

O volume de novos negócios registrou um aumento sólido em setembro, com o ritmo de expansão sendo o mais rápido desde junho, acompanhando a demanda mais robusta.

Frente a esse cenário, houve criação de empregos e, consequentemente, os pedidos em atraso diminuíram. Cerca de 5% dos provedores de serviços indicaram criação de empregos, com 92% indicando que não houve mudanças.

Isso, segundo o Markit, aconteceu para acomodar um nível maior de atividade, e assim cerca de 3% dos entrevistados relataram uma quantidade menor de negócios inacabados. Assim, a taxa de diminuição de negócios pendentes atingiu o ponto mais rápido desde junho.

A alta dos preços dos insumos desacelerou, atingindo o menor nível em dez meses. Entre os pesquisados, cerca de 94% relataram ausência de mudanças nos preços em relação a agosto, contra quase 7% que indicaram preços maiores devido ao custo mais elevado da mão de obra.

E embora os provedores de serviço tenham repassado para os preços dos produtos a alta dos insumos, o ritmo da inflação acompanhou a desaceleração destes e atingiu o ponto mais lento desde abril.

Mas apesar dos sinais de melhora no setor, o nível de sentimento positivo atingiu em setembro um recorde de baixa de vinte meses. Os entrevistados, entretanto, ainda esperam um fortalecimento da demanda e apostam nas preparações para a Copa do Mundo em 2014 e no fim do período eleitoral para que haja um impulso da produção.

O setor de serviços é um dos mais importantes elementos da atividade econômica do país, que patinou bastante nos últimos meses por causa da crise internacional. O governo e até mesmo o mercado acreditam que a recuperação tenha começado neste segundo semestre, mas não suficiente para garantir uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) acima de 2% neste ano, segundo a previsão dos especialistas.


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