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Depois de passar o ano estagnada, indústria reage e, ao contrário das expectativas de retração de 1,4%, cresce forte pela primeira vez no ano; resultado é o melhor desde maio de 2011, quando houve expansão de 1,6%

A produção industrial brasileira subiu 1,5% em agosto frente a julho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Trata-se do melhor resultado desde maio de 2011, quando a expansão ficou em 1,6%.

Na comparação com agosto de 2011, a produção diminuiu 2%.

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Segundo o IBGE, no índice acumulado nos oito meses de 2012, observou-se recuo de 3,4% frente a igual período do ano anterior. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 2,9% em agosto de 2012, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em outubro de 2010 (11,8%) e assinalou o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010 (-5%).

O avanço de 1,5% observado no total da indústria entre julho e agosto teve perfil generalizado de crescimento, alcançando a maioria (20) dos 27 ramos analisados, com destaque para o setor de veículos automotores (3,3%), impulsionado, sobretudo, pelo aumento na produção de automóveis. Vale ressaltar que essa atividade assinalou a terceira taxa positiva consecutiva, acumulando nesse período expansão de 9,3%.

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Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de alimentos (2,1%), fumo (35,0%), refino de petróleo e produção de álcool (2,5%), outros produtos químicos (1,9%), farmacêutica (3,1%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (5,9%).

Vale destacar que, com exceção das duas últimas atividades, que mostraram taxas negativas no mês anterior, os demais setores já haviam apontado resultados positivos em julho último: 2,4%, 8,1%, 0,7% e 2%, respectivamente.

Por outro lado, entre os ramos que recuaram a produção, o desempenho de maior importância para a média global foi registrado por máquinas e equipamentos (-2,6%), que eliminou parte da expansão de 5,0% acumulada no período de julho/março de 2012.

Pesquisa feita pela Bloomberg com mais de 100 analistas indicou que eles esperavam nova retração de 1,4%, quando comparado ao ano anterior. Porém, de acordo com pesquisa da Reuters junto a 19 analistas, a expectativa era de que a produção industrial subiria 2% em agosto ante julho, pela mediana das projeções. As estimativas variaram de 1,5% a 3,4%.

Na comparação anual, a expectativa era de queda de 1,5% segundo a mediana de 18 projeções, que variaram de estabilidade a uma queda de 2,1%. (Com Reuters)