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Após a abertura, o Ibovespa à vista seguia em alta de 0,82%, aos 60.056 pontos

Agência Estado

Os ganhos verificados na Europa e nos Estados Unidos desde cedo abrem espaço para uma abertura em alta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O Ibovespa, que nesta segunda-feira (1) chegou a operar acima dos 60 mil pontos durante a sessão, pode voltar a testar este nível nesta terça-feira, em meio à expectativa de que a Espanha pedirá ajuda à União Europeia nos próximos dias.

"Se as bolsas lá fora, principalmente as norte-americanas, continuarem como estão, a Bovespa também vai junto", comentou um operador ouvido pela Agência Estado.

Às 10h14 (horário de Brasília), o Ibovespa à vista seguia este ritmo, em alta de 0,82%, aos 60.056 pontos. Em Nova York, o S&P futuro tinha alta de 0,38% e o Nasdaq futuro avançava 0,37%. Na Europa, a expectativa com o pedido formal de ajuda da Espanha alimentava os ganhos em Londres (+0,20%), Paris (+0,13%), Frankfurt (+0,27%), Madri (+1,19%) e Milão (+0,65%).

Nesta segunda-feira, notícias deram conta de que a Espanha estaria pronta para solicitar um pacote de ajuda já no fim de semana. A informação foi desmentida pelo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, que, no entanto, teria adotado um discurso que dá margem a interpretações, ao dizer que seu governo não planeja pedir resgate à União Europeia "no fim de semana". Nada foi dito sobre o pedido de resgate em outros momentos.

Este cenário faz os índices de ações avançarem, mas o mercado segue cauteloso em relação a uma solução definitiva para a Espanha. "Este negócio (de ajuda à Espanha) já fez a Bolsa subir 100 vezes e cair outras 100", comentou o operador. "A verdade é que a Bovespa encontrou os 60 mil pontos e vai operar em cima disso para ver o que acontece."

Relatório enviado a clientes nesta manhã pela equipe da Um Investimentos informa que o Ibovespa à vista "segue abaixo da média móvel de 200 períodos nos 59.740 pontos". Do lado da baixa, tem resistência nos 56.236 pontos. Do lado da alta, acima dos 59.740 pontos, "tem a forte resistência nos 62.000 que, se rompida, abre espaço para buscar próximo ponto nos 63.900".

Se a agenda norte-americana está esvaziada de indicadores nesta terça-feira, a brasileira já trouxe o principal dado do dia. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial subiu 1,5% em agosto ante julho e recuou 2,0% na comparação com agosto de 2011. O resultado mensal ficou abaixo da mediana projetada por analistas, de alta de 2,00%.<p><p>Os dados de produção industrial, que repercutem diretamente no mercado de renda fixa, devem ter influências marginais sobre os negócios na Bolsa, já que o peso de ações de consumo na carteira do Ibovespa é reduzido.

Também merece destaque a notícia de que a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) informou, em relatório, que os preços do minério de ferro não terão forte recuperação no curto prazo. Apesar de uma recuperação gradual nos próximos dois anos, os preços provavelmente estarão, conforme a S&P, abaixo de US$ 100 a tonelada além de 2015, com o aumento da produção da matéria-prima no Brasil e na Austrália.

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