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Departamento do Comércio informou que as encomendas despencaram 13,2%, a maior queda desde janeiro de 2009

Reuters

As novas encomendas de bens duráveis norte-americanos tiveram em agosto a maior queda em três anos e meio, apontando para uma forte desaceleração da atividade industrial, mesmo com uma medida de planos de gastos empresariais recuperando-se.

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O Departamento do Comércio informou nesta quinta-feira que as encomendas de bens duráveis despencaram 13,2%, a maior queda desde janeiro de 2009, quando a economia estava no meio da recessão. Os pedidos para julho foram revisados para mostrar aumento de 3,3%, em vez de ganho de 4,1% previamente reportado.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que as encomendas de bens duráveis -itens que variam de torradeiras a aeronaves que devem durar pelo menos três anos - caíssem 5%.

No mês passado, a queda nas encomendas refletiram fraca demanda por aviões e automóveis. A Boeing recebeu apenas um pedido de aeronave em agosto, uma forte queda em relação as 260 de julho, de acordo com informação divulgada no site da fabricante.

Equipamentos de transporte tombaram 34,9%, após avançarem 13,1% em julho. Excluindo transporte, os pedidos caíram 1,6%, depois de recuarem 1,3% no mês anterior. Economistas esperavam que essa categoria mostrasse alta de 0,3%, depois de uma queda previamente reportada de 0,6%.

Encomendas de produtos fora do setor de defesa excluindo aeronaves, uma medida observada atentamente para planos de gastos empresariais, subiram 1,1%, interrompendo dois meses seguidos de fortes quedas. Esse resultado veio acima das previsões dos economistas, que esperavam ganho de 0,5%.

Mas os embarques desses produtos, que são usados para calcular gastos com equipamentos e softwares no relatório do Produto Interno Bruto (PIB), caíram 0,9%, depois de recuarem 1,1% em julho. A fraqueza sugere que o crescimento da economia no terceiro trimestre não deverá melhorar muito em relação ao ritmo anual do período entre abril e junho de 1,3%.

A manufatura, que tem sido o principal motor da recuperação da recessão de 2007 a 2009, foi prejudicada por fracas demandas doméstica e global.

Temores de que o Congresso dos Estados Unidos pode não conseguir evitar um "abismo fiscal" - os US$500 bilhões em cortes tributários que irão vencer e as reduções de gastos governamentais estabelecidas para começarem em 2013 - também deixaram os empresários com menos incentivo para aumentar a produção.