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Após a abertura dos negócios, o Ibovespa subia 0,51%, aos 60.786 pontos

Agência Estado

Após as fortes perdas de quarta-feira, as bolsas europeias operam em alta nesta quinta-feira, assim como os futuros em Nova York, com os investidores à espera da divulgação do plano de reformas estruturais e da proposta de orçamento da Espanha para o ano que vem. Há pouco, o governo espanhol informou que o anúncio, antes marcado primeiramente para as 9 horas, ocorrerá mais tarde. A agenda pesada de indicadores nos Estados Unidos, que já começou a sair, também começa a influenciar os negócios. No Brasil, o Ibovespa abriu em alta, mas o rumo da Bolsa ao longo do dia dependerá do humor externo.

Às 10h05 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,51%, aos 60.786 pontos. Em Nova York, o S&P futuro tinha alta de 0,51% e o Nasdaq futuro avançava 0,39%. Na Europa, onde os índices à vista já operam, Londres subia 0,26%, Paris avançava 0,72%, Frankfurt tinha alta de 0,29% e Madri subia 0,15%.

Há pouco, os Estados Unidos informaram que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre foi revisado para 1,3% de expansão, ante a alta de 1,7% prevista anteriormente. Por outro lado, os pedidos de auxílio-desemprego na semana passada caíram em 26 mil, ante previsão de baixa de 7 mil. Os dados, aparentemente conflitantes, fizeram os futuros de Nova York reduzirem levemente os ganhos em um primeiro momento - sendo que o Ibovespa futuro apresentou movimento semelhante.

"Ficou bem no zero a zero, porque o PIB dos EUA saiu abaixo das expectativas mas os pedidos de auxílio-desemprego foram melhores. Agora precisamos ver como será no resto do dia", comentou um operador ouvido pela Agência Estado. Segundo ele, o fato de algumas ações terem recuado ontem, embora o Ibovespa tenha caído apenas 0,04%, abre espaço para certa recomposição de preços hoje.

A Europa sustenta ganhos em um movimento de recuperação após as perdas de quarta-feira (26) e à espera de notícias na Espanha. O otimismo na Europa e nos Estados Unidos, visto mais cedo também na Ásia, é justificado ainda pela notícia de que o Banco do Povo da China injetou nesta semana um montante recorde de 365 bilhões de yuans (US$ 57,9 bilhões) no sistema, por meio de suas operações regulares de mercado aberto.