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Estão presentes representantes dos metalúrgicos, bancários, químicos, petroleiros e servidores dos Correios

Agência Estado

Trabalhadores de cinco categorias que têm campanhas salariais marcadas neste segundo semestre de 2012 se reúnem nesta quinta-feira, desde o início da manhã, na Avenida Paulista, em São Paulo, para fazer uma manifestação conjunta. Estão presentes representantes dos metalúrgicos, bancários, químicos, petroleiros e servidores dos Correios. A principal reivindicação dos trabalhadores é o aumento real de salário.

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De acordo com policiais presentes no local, cerca de 400 pessoas estão reunidas em frente ao banco Bradesco localizado próximo ao Masp. Já os sindicalistas falam em 4 mil pessoas participando da mobilização, somando aqueles que estão em frente ao banco a outros grupos reunidos em frente ao prédio da Fiesp e da Petrobras, ambos também na Avenida Paulista.

"O objetivo é unificar a luta das categorias e transformá-la em uma luta coletiva. A principal reivindicação comum é pela valorização do salário", afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas. De acordo com o dirigente sindical, o pedido médio dos trabalhadores é de aumento real de 5%, podendo chegar até a cerca de 10%, como no caso dos petroleiros.

Sem acordo salarial até o momento, bancários e servidores dos Correios deram início ao movimento grevista nesta semana. Petroleiros e químicos ainda aguardam proposta do setor patronal, enquanto os metalúrgicos do Estado de São Paulo, realizam paralisações e greves dispersas na Grande São Paulo, como forma pressão.

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Também presente no ato desta manhã, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, disse que os trabalhadores também pedem ampliação no número de empregos e diminuição da rotatividade. "Os bancos utilizam a rotatividade como forma de redução de custos. Além disso, todo mundo aqui está discutindo aumento real, porque a economia brasileira está crescendo, mas isso não está significando desenvolvimento econômico", explica Cordeiro.

De acordo com os sindicalistas, não haverá caminhada pela Avenida Paulista nesta quinta-feira. O ato público, que teve início com discursos dos líderes sindicais, ocupa toda a calçada do banco Bradesco, mas não invade as pistas da avenida. Outros grupos de trabalhadores se deslocaram até a sede da Fiesp e da Petrobras, na mesma avenida, para entregar cartas com as reivindicações das categorias.

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