Tamanho do texto

De acordo com índice medido pela Fecomercio, o custo de vida da classe E aumentou 5,17% no período em análise, enquanto na classe A o aumento foi de 3,86%

Agência Estado

O custo de vida das famílias mais pobres aumentou mais do que o das famílias mais ricas no acumulado de 12 meses encerrados em agosto deste ano. É o que mostra o indicador de agosto do Custo de Vida por Classe Social (CVCS) da Região Metropolitana de São Paulo, calculado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). De acordo com o índice, o custo de vida da classe E aumentou 5,17% no período em análise, enquanto na classe A o aumento foi de 3,86%.

As classes B, C e D tiveram aumento de 4,21%, 4,56% e 5,02%, respectivamente, no custo de vida apurado ao longo de 12 meses até agosto. Considerando todas as classes sociais, o indicador apontou elevação de 4,58% neste período. Na comparação com o mês de julho, o custo de vida ficou 0,17% mais alto. Ainda de acordo com a pesquisa, alguns tipos de gasto influenciam em maior ou menor medida no custo de vida de cada estrato social.

LeiaCusto de vida sobe 0,43% na capital paulista em maio, aponta Dieese

Gastos pessoais, por exemplo, pesaram mais para as classes menos abastadas, subindo 12,95% para a classe "E" e 12,1% para a classe "D" em agosto, no acumulado de 12 meses até agosto. Já para a classe "A", os gastos pessoais subiram 8,73% no mesmo período. Por outro lado, os gastos com comunicação aumentaram, respectivamente, 5,93% e 5,1% para as classes "A" e "B", e apenas 1,83% e 1,59% para as classes "D" e "E".

Já os gastos com alimentação nos 12 meses até agosto variaram pouco entre as diferentes faixas de renda, subindo 8,17% e 8,18% para as classes "E" e "D", 8,27% para a classe "C", 8,35% para a classe B e 8,91% para a classe "A". Em nota, a FecomercioSP explica que nos meses anteriores, considerando o mesmo tipo de comparação, a diferença entre os estratos sociais era maior, sendo que os gastos com alimentação haviam subido mais para as famílias de renda menor.

MaisInflação medida pelo IPC-S acelera para 0,49% na segunda prévia do mês, diz FGV

Contudo, a inflação de determinados alimentos mais sofisticados, como algumas frutas e cortes nobres de carnes, aproximaram os números. O CVCS separa as famílias em cinco classes de renda, considerando também os ganhos não monetários. São elas: "E" (até R$ 976,58), "D" (de R$ 976,59 a R$ 1.464,87), "C" (de R$ 1.464,88 a R$ 7.324,33), "B" (de R$ 7.324,34 a R$ 12.207,23) e "A" (mais de R$ 12.207,24).