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Durante visita ao Brasil, presidente eleito do México descarta privatização do setor mas diz que produtividade e competitividade desejadas só serão possíveis com capital privado

EFE

O presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto, participa de entrevista coletiva após reunião com empresários em São Paulo
Reuters
O presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto, participa de entrevista coletiva após reunião com empresários em São Paulo

O presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto, defendeu nesta quarta-feira a "modernização" do setor petrolífero de seu país com "uma participação maior" da iniciativa privada e deu como exemplo os modelos do Brasil e da Colômbia. O mandatário mexicano, em entrevista coletiva em São Paulo no primeiro de dois dias de visita ao Brasil, descartou "a privatização do petróleo" mexicano, mas defendeu "estabelecer mecanismos que facilitem e deem oportunidade a uma participação maior do setor privado".

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Peña Nieto detalhou que é necessário fazer investimentos nos setores de prospecção, produção e refino de petróleo para atingir o objetivo de "conseguir uma competitividade maior e uma maior capacidade produtiva da Pemex (Petróleos Mexicanos)" e considerou que atingir a meta "somente será possível através do setor privado". O presidente eleito explicou que a proposta é "uma das reformas de caráter estrutural" anunciadas durante sua campanha eleitoral e acrescentou que ainda deverá ser submetida ao Congresso mexicano.

Além disso, disse que os modelos de países como o Brasil e a Colômbia, onde se fazem alianças entre empresas públicas de petróleo e o setor privado, contribuem para aumentar sua produtividade. Peña Nieto se reuniu hoje com uma delegação de empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no primeiro dia de uma visita oficial ao Brasil, que continua amanhã em Brasília, onde será recebido pela presidente Dilma Rousseff. EFE mb/tr