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Segundo ministro da Fazenda, 25 novos setores beneficiados são intensivos de mão de obra e por isso é conveniente a mudança de tributação

Agência Estado

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou, nesta quinta-feira, que os 25 novos setores beneficiados são intensivos de mão de obra e por isso é conveniente a mudança de tributação. Esses setores, diz Mantega, pagariam em 2013 R$ 21,570 bilhões em tributos, mas com a mudança o valor baixa para R$ 8,740 bilhões. "Foi uma redução grande, de 12,830 bilhões. É uma boa desoneração, que reduz o custo da mão de obra.

Mantega disse que não há previsão de nova redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada nos empréstimos contratados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "A TJLP já está no seu menor patamar histórico. Não há previsão para nova redução". O ministro, no entanto, destacou que algumas linhas de financiamento do BNDES estão com juros negativos, abaixo da inflação. Mantega diz ter autorizado, na semana passada, o Banco do Nordeste a cobrar taxas de 2,5% ao ano em seus empréstimos.

Para Mantega, não é necessário neste momento usar o abatimento dos gastos com obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para cumprir a meta de superávit fiscal este ano. "Até agora temos cumprido a meta de primário. Não se faz necessário o abatimento. Se não for necessário, não terá abatimento nenhum", disse.