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Para o diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da entidade, Paulo Francini, medida é positiva, mas não determinante para tirar o setor industrial do cenário ruim

Agência Estado

As desonerações da folha de pagamentos promovidas pelo governo desde o ano passado têm um efeito muito pequeno na redução do custo de produção da indústria, na avaliação do diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon) da Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini. A medida, em sua opinião, é positiva, mas não determinante para tirar o setor industrial do cenário ruim em que se encontra atualmente.

"O governo optou por uma fórmula que tira o imposto de um lado e o coloca de outro. Isso faz com que o resultado líquido seja pequeno", disse Francini nesta quinta-feira durante o anúncio dos dados do nível de emprego da indústria de transformação de São Paulo.

O governo já promoveu duas rodadas de desoneração da folha de pagamentos para setores específicos. A primeira começou em agosto de 2011, quando anunciou o benefício para a indústria de couro e calçados, confecções e softwares, além de call centers.

Em abril de 2012, o governo elevou para 15 o número de setores beneficiados e, nesta quinta-feira, deve anunciar mais um conjunto de setores que terão o benefício fiscal. A desoneração promovida pelo governo prevê a substituição da contribuição patronal ao INSS por uma alíquota de até 2% sobre o faturamento das empresas.