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Indicador usado para medir a variação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos acumula alta de 3,93% no ano e de 6,57% em 12 meses

Agência Estado

A inflação percebida pelas famílias de baixa renda acelerou no mês de agosto. É o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos, segundo divulgou, nesta quarta-feira, a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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O indicador subiu 0,50% no mês passado, após mostrar alta de 0,41% no mês anterior. Com o resultado, o índice acumula alta de 3,93% no ano e de 6,57% em 12 meses.

A taxa do IPC-C1 em agosto ficou acima da inflação média apurada entre as famílias mais abastadas, com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos, mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR). Este indicador mostrou alta de 0,44% em agosto.

A taxa de inflação acumulada em 2012 do IPC-C1 também foi maior do que a apresentada para o mesmo período pelo IPC-BR, que subiu 3,51% no período. O mesmo ocorreu com a taxa acumulada em 12 meses do IPC-C1, que se posicionou acima da apurada pelo IPC-BR para o mesmo período (5,69%).

Seis das oito classes de despesa componentes do IPC-C1 apresentaram acréscimos em suas taxas de variação: Transportes (de -0,01% em julho para 0,02% em agosto), Alimentação (de 0,90% para 1,15%), Vestuário (de -1,10% para -0,37%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,12% para 0,38%), Despesas Diversas (0,06% para 0,15%) e Habitação (0,11% para 0,39%).

Contribuíram para estes movimentos os itens taxa de água e esgoto residencial (de 0,00% para 0,62%), aves e ovos (de -0,73% para 2,10%), roupas (de -1,45% para -0,80%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,00% para 0,56%), clínica veterinária (de -0,52% para 0,28%) e automóvel usado (de -3,22% para -0,22%).

Em contrapartida, apresentaram decréscimo os grupos Comunicação (de 0,50% para 0,17%) e Educação, Leitura e Recreação (0,48% para 0,47%).