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Para presidente do Banco Central, Brasil apresenta sólidos fundamentos macroeconômicos e conseguiu constituir algumas reservas ao longo dos últimos anos

Agência Estado

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil apresenta sólidos fundamentos macroeconômicos e conseguiu constituir algumas reservas ao longo dos últimos anos, o que criou robustos colchões de liquidez em moeda estrangeira e no Sistema Financeiro Nacional.

"Isso tem permitido que o Brasil possa transitar neste cenário internacional", afirmou Tombini, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Ele destacou que o cenário internacional continua complexo, com volatilidade nos mercados e perspectiva de baixo crescimento econômico mundial.

Segundo ele, o ritmo de crescimento no Brasil será mais intenso neste semestre e em 2013. Tombini afirmou que algumas medidas de impulso monetário e fiscal impactam a economia real com defasagem, mas devem se intensificar agora e no ano que vem.

Tombini afirmou que a inflação segue em trajetória de convergência para a meta (4,5%) de forma não linear. Ele destacou também que o cenário mundial é deflacionário em função das perspectivas de baixo crescimento na economia mundial causado pela crise internacional que, segundo ele, já se transformou em uma crise soberana. "A economia mundial tem viés desinflacionário para o mundo e para o Brasil", avaliou.

O presidente do BC disse que as economias centrais começam a sentir com mais intensidade os efeitos da crise na zona do euro, mas que medidas recentes contribuem para reduzir os riscos de eventos extremos ou mais adversos no campo financeiro.

Para os Estados Unidos, Tombini avaliou que há um crescimento econômico moderado, mas a taxa de desemprego está elevada, o que mantém aberta a possibilidade de novos estímulos monetários. Em relação à China, o presidente do BC avaliou que o cenário é de pouso suave, com reorientação da economia para a demanda interna.

A audiência começou esvaziada. Apenas dois senadores estão presentes na comissão, além da mesa. O presidente da CAE, Delcídio Amaral (PT-MS), justificou o baixo quórum, alegando que esta é uma semana atípica para a Casa. "O Senado passa por um esforço concentrado e têm as eleições municipais também. O importante é que a imprensa está toda aqui e que o mercado vai acompanhar", disse.