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Estudo do Instituto também identificou que, em julho, 77% das famílias brasileiras pesquisadas indicaram estar em melhor situação financeira do que há um ano

Valor Online

O Índice de Expectativas das Famílias (IEF), que mede o otimismo dos brasileiros, caiu 0,3 ponto em julho na comparação com junho. Nesse período, o indicador passou de 68,5 pontos 68,2 pontos, informou nesta sexta-feira o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Foi a segunda queda consecutiva na comparação mensal. Mesmo assim, as famílias continuam mais otimistas em relação a igual mês de 2011, quando o IEF registrou 63,5 pontos.

O indicador varia de zero a cem pontos. Entre 60 e 80 pontos caracteriza otimismo, ao passo que abaixo de 60 pontos, indica moderação. De acordo com o Ipea, na passagem de junho para julho, três das cinco regiões brasileiras apresentaram queda no IEF. O pior desempenho foi verificado na região Centro-Oeste, onde o IEF caiu 7,1 pontos em julho ante junho, para 78,9 pontos.

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No mesmo período, as expectativas das famílias do Norte do país passaram de otimistas para moderadas, ao recuarem 4,1 pontos, para 58,6 pontos. No Sul, o Ipea apurou redução de 3,7 pontos no IEF, para 63,1 pontos. A expectativa cresceu 2,2 pontos na região Nordeste entre junho e julho, para 67,5 pontos. Já no Sudeste, o IEF avançou 0,3 ponto, para 70,2 pontos.

O estudo do Ipea identificou que, em julho, 77% das famílias brasileiras pesquisadas indicaram estar em melhor situação financeira do que há um ano, valor 1,5 ponto percentual maior que o resultado do mês anterior de junho, de 75,5%. A expectativa do consumo de bens duráveis caiu 1,9 ponto percentual entre junho e julho, com 58,3% das famílias acreditando que agora é um momento adequado para a aquisição de produtos mais caros.

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Menos dívidas

No lado positivo, a pesquisa mostrou que a parcela de famílias endividadas diminuiu. Segundo o Ipea, de todas as famílias consultadas no IEF, 55,8% afirmaram não terem dívidas, o que representou alta de 2,8 pontos percentuais ao apurado no mês anterior. As famílias que se declaravam muito endividadas passaram de 9,1% para 7,1%, entre junho e julho.