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Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 divulgado nesta quinta teve aumento de 7,5% no crédito e redução de custos no financiamento ao produtor de 18,5%

Agência Estado

Brasília, 28 - A presidente Dilma Rousseff disse, na manhã desta quinta-feira, na cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, no Palácio do Planalto, que a agricultura brasileira é capaz de superar crises. "A agricultura, no Brasil, conquistou um estágio que o seu nível de competitividade é capaz de recuperar as crises. Nós sabemos que o mundo, por mais tecnológico que se transforme, jamais prescindirá de energia e de alimentos."

Dilma destacou que nesta quinta-feira está sendo lançado o plano de safra da agricultura comercial e que, na próxima semana, o governo lançará o plano de safra da agricultura familiar. "Considero que é obrigação do País ter consciência da importância de tomar medidas cabíveis pra expandir cada vez mais o caráter avançado da nossa agricultura, que para nós é estratégico", ressaltou.

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A presidente afirmou que a produção agropecuária terá todos os recursos necessários e que não haverá restrição de recursos para plano agrícola e pecuário. "Quero assumir o compromisso manifestado pelo ministro Mendes Ribeiro Filho, da Agricultura, de que não haverá restrições de recursos", disse Dilma.

Ela destacou que o Brasil saiu de R$ 27 bilhões para R$ 115 bilhões no financiamento da safra. "Isso mostra que o Brasil mudou, que podemos comemorar o fato de que a nossa força consiste nessa combinação: produtores rurais e governo federal."

Dilma frisou que a agricultura também está sendo beneficiada por redução de juros. "A redução da taxa de juros, movimento que estamos vendo ocorrer em toda a economia, é uma marca desse plano também. A agricultura também está sendo beneficiada por essa redução", declarou.

Para a presidente, o Brasil é um dos poucos que conseguem se proteger dos efeitos perversos da crise. "Nosso agronegócio tem um potencial de gerar renda, emprego e mostrar que o Brasil consegue, um dos poucos países que consegue criar uma relativa proteção em relação aos efeitos perversos dessa crise de dívida soberana e bancária que afeta o mundo", declarou Dilma.

Dilma afirmou ainda que os dados sobre a expansão da agricultura no País mostram que o "crescimento não é incompatível com a preservação ambiental". Ela destacou que um ponto importante para mostrar qual é a posição do Brasil no que se refere à questão do desenvolvimento sustentável é o fato de "ser possível afirmar que nós conseguimos crescer na nossa agricultura em 180% e, ao mesmo tempo, ter um crescimento de apenas 32% na área". "Isso é crucial, porque mostra que somos capazes de crescer com área relativamente reduzida, o que mostra que o crescimento não é incompatível com a preservação ambiental", disse, destacando ainda que a agricultura brasileira é capaz de incorporar as melhores práticas na área de baixo carbono, o que mostra que "somos um País especial".

A presidente informou que o governo está pensando em criar uma agência de assistência técnica e extensão rural, para resolver o que ela considera uma das grandes "fragilidades" do setor. "Esse talvez seja um dos maiores desafios do meu governo e ele implica algo que considero fundamental, que é dar uma contribuição ao conjunto da agricultura desse País, do nível de conhecimento técnico que atingimos. Essa contribuição é uma forma de democratizar conhecimento."

Segundo ela, o País tem essa obrigação, e a agência só pode existir em cooperação com os ministérios da Agricultura e Desenvolvimento Agrário e a Embrapa, que é a "grande produtora de conhecimento, com todos os laboratórios e institutos de pesquisa e o conjunto dos produtores". "E nós, ao fazermos isso, estaremos também dando um dos maiores passos nesse País para firmar o que é a característica da nossa agricultura, agricultura que usa de fato a quantidade de terras, a água, mas ela consegue agregar o valor da capacidade produtiva", afirmou.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do total de recursos previstos no Plano, R$ 86,9 bilhões destinam-se ao custeio e à comercialização da produção. Já os programas de investimentos vão receber R$ 28,2 bilhões. Além do aumento de 7,5% em relação ao crédito da safra anterior, o Plano Agrícola e Pecuário reduz de 6,75% para 5,5% a taxa anual de juros controlada, o que representa uma diminuição de 18,5% nos custos dos financiamentos para o produtor rural. O total de recursos com taxa de juros controlada será de R$ 93,9 bilhões.

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