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A escalada dos custos com mão de obra é apontada por alguns analistas do mercado como o principal motivo da queda no ritmo de contratações

Agência Estado

O número de contratações na construção civil no País diminuiu em maio, segundo pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), feita em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgada nesta terça-feira. O levantamento mostra que, em maio, foram criados 17,2 mil empregos com carteira assinada no País. O número é 50,9% menor do que o registrado em maio de 2011 e 0,51% acima do verificado em abril de 2012.

Nos primeiros cinco meses do ano, o setor empregou mais 186,9 mil trabalhadores, um crescimento de 5,89% em relação a igual período de 2011. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em maio foram contratadas mais 238,9 mil pessoas, expansão de 7,65%. No final de maio, o setor empregava 3,361 milhões de trabalhadores no País.

Em nota, o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, afirma que "a desaceleração do crescimento do emprego na construção sinaliza que o nível da atividade no setor ainda se eleva, embora em um ritmo menor."

A escalada dos custos com mão de obra é apontada por alguns analistas do mercado como o principal motivo da queda no ritmo de contratações. Para esses mesmos analistas, as contratações deverão, no entanto, continuar puxadas pelo grande volume de obras em andamento.

Como não dá para interromper ou adiar as obras, o jeito é contratar, mesmo que a um custo alto, dizem. Por outro lado, alguns setores já mostram desgaste. No caso de infraestrutura, os empresários estão mais desconfiados com o andamento das obras, uma vez que os investimentos públicos e a execução desses projetos têm mostrado uma velocidade abaixo do esperado pelo setor.

Regiões

No final de maio, a Região Sudeste concentrava 1,694 milhão de trabalhadores da construção civil, seguida pelo Nordeste (715,9 mil), Sul (475,2 mil), Centro-Oeste (273,5 mil) e Norte (201,4 mil).

A Região Norte apresentou o melhor crescimento porcentual (1,59%) na comparação de maio com abril, seguida pelo Centro-Oeste (1,21%), Sul (0,93%), Sudeste (0,36%) e Nordeste (0,04%).

No Estado de São Paulo, as empresas da construção somavam 857,7 mil empregados com carteira assinada, indicando ligeira queda de 0,09% em relação a abril, com o fechamento de 801 vagas. No acumulado do ano, a construção paulista contratou mais 41,4 mil trabalhadores (alta de 5,07%) e, no acumulado de 12 meses, mais 43,8 mil empregados (alta de 5,39%).

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