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Banco dos bancos centrais alerta que as economias emergentes recentemente começaram a sentir mais fortemente os efeitos de um "crescimento desequilibrado"

BIS diz que Brasil e Índia
Divulgação
BIS diz que Brasil e Índia"desaceleraram acentuadamente", principalmente nos setores agrícola e manufatureiro

O Banco Internacional de Compensação (BIS), o banco dos bancos centrais, alerta que as economias emergentes recentemente começaram a sentir mais fortemente os efeitos de um "crescimento desequilibrado" e não serão poupadas pela desaceleração econômica global.

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Segundo o banco, os emergentes fizeram 75% do crescimento mundial nos últimos cinco anos marcados pela crise e sua desaceleraçao assim tem um impacto ainda maior. Em relatorio anual, o BIS nota que que as economias do Brasil e da Índia "desaceleraram acentuadamente", principalmente nos setores agrícola e manufatureiro.

A atividade na China também "enfraqueceu significativamente", embora isso tenha refletido parcialmente uma resposta a medidas para colocar o crescimento em níveis mais sustentáveis.

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A sinalização é de que a crise está realmente chegando nos emergentes e seus governos precisam fazer o dever de casa, por exemplo, reformas estruturais para melhorar a produtividade da economia.

Desenvolvidos

Na cena internacional, a avaliação em geral é de que os países desenvolvidos vão ter crescimento medíocre pelos próximos cinco a dez anos.

Na área do euro, a produção parece contrair novamente e nos EUA os indicadores são mais fracos do que o esperado.

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O crescimento do emprego diminuiu de ritmo na economia americana. Para o BIS, nas economias em rápida expansão dos emergentes, os BCs enfrentam "escolhas difíceis", com ameaças sobre a estabilidade monetária e financeira em vários emergentes.

O banco sugere que os responsáveis da política monetária precisam continuar a se esforçar para encontrar a boa dosagem, mas admite que a tarefa é complicada por conta de um crescimento com sinais de perda de fôlego e pela política monetária excepcionalmente flexível dos países ricos.

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Presente na Suíça desde quinta-feira, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, avisou por seu assessor que não falaria com a imprensa.

"A desaceleração na China está nos preocupando muito porque exportamos muito para eles, e quando eles caem, nós tambem caímos", afirmou por sua vez o diretor do BC da Mongólia, Bataa Jalsrai. 

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