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Com cuidado, presidenta afirmou no encerramento da Rio + 20 que o protocolo da Unasul prevê o desligamento de um país do bloco se ficar caracterizada ruptura democrática

Agência Estado

Com cuidado para que suas palavras não fossem interpretadas como ameaças, a presidenta Dilma Rousseff disse em entrevista coletiva, no encerramento da Conferência Rio + 20, que o protocolo de criação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), assinado pelo Paraguai e outros 11 países da América do Sul, prevê o desligamento do país deste bloco e do Mercosul se ficar caracterizada a ruptura democrática.

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As declarações foram dadas antes do desfecho do processo contra Lugo . Questionada sobre se o processo de impeachment de Lugo pode levar à expulsão do Paraguai por não respeitar as cláusulas democráticas, Dilma, disse que não queria raciocinar sobre hipótese, mas afirmou: "Posso dizer o que está previsto no protocolo que é a não participação nos órgãos multilaterais".

Na entrevista, Dilma advertiu que "a atitude dos 12 chanceleres (que viajaram na véspera para o Paraguai) e dos 12 países representam uma atitude de muito respeito à soberania do Paraguai, mas é também uma atitude de muito respeito pela democracia". E avisou: "Desta situação te asseguro que sai daí uma consequência".

Fazendo um paralelo com a situação de golpe vivida pelo Brasil no passado, a presidente Dilma lembrou que "nós que passamos por um processo muito doloroso de golpes e passamos por processo de retomada da democracia. Dar valor a ela é algo muito importante, mostra maturidade da América Latina". As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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