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Compra de trigo e petróleo deve ser uma das propostas do governo federal para negociar o fim das restrições impostas pelo país vizinho

Agência Estado

Comprar mais trigo e petróleo da Argentina deve ser uma das propostas do governo federal para negociar o fim das barreiras impostas pelo país vizinho. O tema foi discutido na manhã desta sexta-feira na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e o documento resultante do debate poderia ser utilizado como base nas negociações que ocorrem na próxima semana em Buenos Aires.

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Mediador do debate e coordenador do documento, o deputado federal e líder da bancada gaúcha no Congresso Nacional, Renato Molling (PP), aponta a necessidade de maior clareza política nas decisões da Argentina, além do cumprimento dos acordos selados com o Brasil.

"As exportações de suínos já foram renegociada três vezes e não saíram do papel", exemplificou. Mesmo com os embargos a diversos produtos, a Argentina ainda é o quarto maior mercado para as exportações brasileiras e o primeiro em produtos manufaturados.

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No caso do Rio Grande do Sul, a Argentina é o segundo destino dos embarques. Representante do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, avaliou que o governo está negociando firmemente, mas enfrenta dificuldades em conversar com o ministro argentino de Comércio Interior, Guillermo Moreno. "Algumas pessoas advogam que o Brasil deva virar as costas para a Argentina, mas essa seria uma situação radical que só traria prejuízos", avaliou Godinho, que é diretor do Departamento de Negociações Internacionais (Deint) do MDIC.

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