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Com fim da paralisação, bloqueio nas portas das refinarias de combustíveis na Argentina foi liberado pelos trabalhadores

O presidente da central sindical argentina CGT, Hugo Moyano, anunciou hoje o fim da greve dos caminhoneiros e determinou a retirada do bloqueio na porta das refinarias de combustíveis.

Moyano aceitou o acordo salarial que reajustará a partir do próximo mês em 25,5% os vencimentos da categoria, a única na Argentina que percentualmente receberá mais do que o obtido na negociação salarial do ano passado.

Caminhões parados no polo petroquímico de Dock Sud, ao sul de Buenos Aires
EFE
Caminhões parados no polo petroquímico de Dock Sud, ao sul de Buenos Aires

Moyano afirmou entretanto que promoverá uma outra paralisação geral na próxima quarta-feira acompanhada de uma manifestação contra o governo da presidente Cristina Kirchner na Praça de Maio, em Buenos Aires, pedindo o reajuste de benefícios sociais e a correção da tabela do imposto de renda, que, com a defasagem provocada pela inflação na Argentina, aumenta a base de assalariados contribuintes.

"O salário dos caminhoneiros passou a segundo plano. A presidente precisa deixar de lado a soberba de que pode fazer o que quer porque teve 54% dos votos no ano passado", disse o dirigente sindical.

Ao anunciar que aceitava o acordo proposto pela Federação Argentina das Empresas Transportadoras de Carga, Moyano não se referiu à disputa interna pela presidência da CGT, que será decidida no próximo dia 12 de julho. O dirigente disputa a reeleição contra um conjunto de dirigentes sindicais moderados mais próximos à Casa Rosada.

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