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Dilma Rousseff e primeiro-ministro chinês criam parceria de crédito no valor de R$ 60 bilhões para ajuda mútua

Em meio às negociações da Rio+20 , Brasil e China aproveitaram a conferência para estreitar laços comerciais e de apoio mútuo na área educacional. Após reunião bilateral da presidenta Dilma Rousseff com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, foram divulgadas estes novos acordos.

Veja o especial da Rio+20

Entre os principais pontos dessa parceria, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira (21), em coletiva no Riocentro, que Brasil e China assinaram cooperação para aumento do número de vagas em universidades para estudantes em intercâmbio, parceria para lançamento de satélites meteorológicos e a criação de swap (um tipo de permuta de crédito) de R$ 60 bilhões entre ambos os países.

Dessa forma, cada país poderá debitar os recursos em real ou yuan (moeda chinesa) qaundo houver escassez de liquidez provocada por crises financeiras. “Assinamos um protocolo de intenções de criar um swap de moeda local com a China. Brasil e China assinarão o swap de moeda local, no valor estabelecido de R$ 60 bilhões. Swap nada mais é que créditos recíprocos em moeda local”, explicou Mantega.

A operação, de acordo com o ministro, permitirá uma reserva extra aos governos chinês e brasileiro caso faltem recursos para investimentos em um possível agravamento de crise internacional. “A medida reforça nossa situação financeira, e da China também. É como se tivéssemos reserva adicional de recursos num momento em que a economia internacional está estressada .Tendo ‘swap’ de moedas ente os dois países, o nosso comércio continua rodando, porque teremos crédito em moedas a nossa disposição”, disse.

Ainda segundo Mantega, os integrantes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) devem “compartilhar esse dinamismo econômico” no momento que a crise na Europa “se agrava”. “Os mercados não se expandem. Novos acordos precisam ser feitos. Os emergentes continuam avançando com seu dinamismo”, disse.

Confira a lista de acordos fechados entre os dois países durante a Rio+20:

- Diversificação da pauta comercial

- Aumento da exportação de aviões para a China. Contratos de Leasing da Embraer em parceria com fábricas chinesas

- Lançamento de satélites meteorológicos sino-brasileiros. O primeiro, CDM3, ainda este ano; o segundo, o CDR4, em novembro de 2014

- Aumento do programa Ciências sem Fronteiras, com maior número de bolsas de estudantes brasileiros em universidades chinesas, e vice-versa. Serão 250 bolsas por ano (atualmente são 50), além de 600 vagas em universidades chinesas para estudantes brasileiros sem qualquer custo e outras 5 mil vagas custeadas pelo programa Ciências sem Fronteira

- Construção de um centro cultural chinês no Brasil, o primeiro na América Latina, e um do País na China. A finalidade é divulgar a cultura e o idioma de seus povos em ambos os países

- Maior investimento da China na indústria de petróleo e gás do Brasil

- Abertura maior para área automolística chinesa no País

- Cooperação mútua em programas de pesquisas em nanotecnologia para proteção mabiental e de oceanos

- Acordos bilaterais de créditos recíprocos de moedas locais no valor estabelecido de R$ 60 bilhões. Cada país pode sacar o valor em real ou yuan nos Bancos Centrais brasileiro e chinês.

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