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Economista da Confederação Nacional do Comércio diz que estímulos monetários e fiscais têm uma defasagem temporal, mas que famílias devem comprar mais no fim de 2012

As medidas do governo brasileiro de incentivar o consumo devem refletir com mais intensidade sobre o comportamento das famílias no segundo semestre deste ano, acredita o economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Bruno Fernandes. O índice de Intenção do Consumo das Famílias (ICF), divulgado nesta quarta-feira apresentou queda de 0,7% em junho ante maio, mas alta de 3,4% na comparação anual.

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"Os estímulos fiscais e monetários têm uma defasagem temporal. A expectativa é de que no fim de 2012 o ritmo do consumo seja mais forte do que o atual", argumentou Fernandes.

Ainda que o item "compra a prazo" tenha apresentado queda de 1,8%, o pior resultado na comparação mensal, a interpretação do economista é de que este é um resultado sazonal, após o registro de altas para o mesmo item em meses anteriores. Pode refletir também uma pequena tendência de compra à vista, ao invés de no crédito. Na comparação anual, a intenção de "compra a prazo" subiu 2%.

"As famílias demonstraram possuir estoque de dívida de curto e não de longo prazo. Embora o governo tenha sido criticado por estimular o consumo, em meio a um cenário de endividamento, ainda há espaço para continuar consumindo. Na primeira crise (de 2009), a demanda era muito mais reprimida, é claro. Mas, ainda assim, há espaço para estímulo ao consumo", afirmou Fernandes.

Na contramão às medidas de incentivo do governo e à massa salarial, está o cenário do mercado de trabalho, que continua perdendo força. "O quadro é favorável, mas não é possível negar que o ritmo da economia está mais fraco", ressaltou o economista da CNC.

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