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Organização vê excesso de 1,6 milhão de barris por dia, e fará corte para manter o teto de produção em 30 milhões de barris por dia

Os membros da Opep vão reduzir a produção do grupo para aderir ao teto da produção de 30 milhões de barris por dia (bpd) e os efeitos devem ser vistos em julho, disse o secretário-geral da organização Abdullah al-Badri, em informe oficial à imprensa nesta sexta-feira.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo concordou, em reunião realizada em Viena na quinta-feira, em manter o teto de produção em 30 milhões de bpd. Badri disse que isso implicaria em uma redução das ofertas efetivas em 1,6 milhão de bpd.

"Nós produzimos um excesso de 1,6 milhão de bpd e agora decidimos tirar esses 1,6 milhão e ficar com 30 milhões", disse ele. "Todo mundo vai respeitar isso."

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"Talvez isso comece em algum momento em julho. Você precisa de algum tempo", acrescentou.

A Opep não emitiu cotas individuais para os membros como havia sido feito no acordo de produção adotado na última reunião do grupo, em dezembro.

O Iraque não foi incluído no acordo de produção da Opep durante anos, mas é agora parte da meta geral de 30 milhões de bpd e tem aumentado suas ofertas. A produção da Líbia em novembro do ano passado ainda estava se recuperando, após ser virtualmente desligada durante a guerra civil de 2011.

A Arábia Saudita, maior produtor de petróleo do grupo, disse que irá cumprir o novo acordo, mas não chegou a dizer que irá reduzir a oferta. Riade tem bombeado cerca de 10 milhões de barris por dia -máxima de 30 anos- por diversos meses seguidos.

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Nesta sexta-feira, o ministro do petróleo Ali al-Naimi disse que o reino estava comprometido com a estabilidade da oferta da commodity e com evitar escassez.

"Toda a ideia é de que não haverá escassez no mercado de petróleo", disse ele a jornalistas. "Essa tem sido a política da Arábia Saudita o tempo todo, para gerenciar o mercado, mantendo-o em equilíbrio."

Como maior produtor do grupo, Riade era altamente responsável pela produção que supera o teto de 30 milhões de bpd.

Isso não caiu bem com o Irã, cuja produção tem recuado à mínima de 20 anos -de acordo com fontes secundárias- devido às sanções do Ocidente contra seu programa nuclear.

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