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O contrato do barril WTI subiu US$ 1,29 e bateu na casa dos R$ 83,91

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta nesta quinta-feira, devido à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e em meio a esperanças de novas medidas do Federal Reserve para estimular a economia americana, depois de o país divulgar mais dados negativos.

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O contrato do petróleo WTI mais negociado, com entrega para julho, subiu US$ 1,29 (1,6%), para US$ 83,91 por barril. Na plataforma eletrônica ICE, o contrato do petróleo tipo Brent, com entrega para julho e que venceu nesta quinta-feira após o fim da sessão, teve queda de US$ 0,10 (0,1%), a US$ 97,03 por barril. Já o contrato com vencimento mais próximo a partir da sexta-feira, com entrega para agosto, avançou US$ 0,45 (0,46%), a US$ 97,17 por barril.

O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou mais cedo que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) caiu em maio, na primeira queda do CPI em quase dois anos, e que o número de pedidos de auxílio-desemprego avançou pela quinta das últimas seis semanas.

Diante desses dados, cresce a expectativa do mercado de que o Fed possa adotar uma terceira rodada de relaxamento quantitativo (QE3, na sigla em inglês). Isso estimularia a atividade econômica nos EUA e, consequentemente, a demanda por petróleo no país, que é o maior consumidor do mundo. Além disso, rumores - mais tarde confirmados - de que a Opep chegou a um acordo para manter em 30 milhões de barris por dia o teto de produção dos integrantes do cartel ajudaram no sentimento dos investidores.

O atual secretário-geral da Opep, Abdalla Salem el-Badri, que deverá deixar o posto no fim deste ano, afirmou que, com o acordo, a Opep vai cortar 1,6 milhão de barris que produz acima do teto. Ele disse ainda que a organização está no processo para a seleção de um novo secretário-geral. "Acho que a decisão final será tomada em dezembro." As informações são da Dow Jones.

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