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Cartel também pediu oficialmente que o maior produtor do mundo, a Arábia Saudita, reduza de forma unilateral sua produção diária

A Opep manteve o seu limite de produção de petróleo inalterado em 30 milhões de barris por dia nesta quinta-feira, disseram delegados, sem poder para fazer qualquer outra coisa além de pedir ao maior produtor, a Arábia Saudita, para reduzir sua oferta unilateralmente, com o objetivo de impedir uma queda de 30 dólares nos preços.

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Diversos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo pediram que a Arábia Saudita reduzisse sua produção ao limite acordado, para dar suporte aos preços acima de 100 dólares o barril.

"Há no momento um aumento não justificado na produção da organização", disse o ministro argelino do petróleo Youcef Yousfi.

Riade, capital saudita, está empenhada em evitar que os altos custos do combustível dificultem uma volta ao forte crescimento econômico no Ocidente.

O petróleo extra da Arábia Saudita é altamente responsável pelo aumento da produção da Opep para 31,6 milhões de bpd, bem acima da meta formal do grupo, estipulada inicialmente em dezembro.

O petróleo tipo Brent caiu do pico de 128 dólares o barril em março para abaixo de 97 dólares, em parte pela piora do cenário econômico, mas também pela alta da produção saudita, que em abril atingiu máxima de 30 anos, com 10,1 milhões de bpd.

Dependendo do petróleo acima de 100 dólares o barril para equilibrar os orçamentos, os países da ala dura da Opep temem que a commodity continue caindo.

"Há um risco de que os preços caiam, descontroladamente, para níveis dos quais será muito difícil recuperar", disse Yousfi.

O Irã, muitas vezes em desacordo com a Arábia Saudita na Opep, está descontente de que a maior produção saudita tenha empurrado os preços do petróleo para baixo, à medida em que caem suas exportações devido às sanções ocidentais contra seu programa nuclear.

"Nos opomos à queda nos preços", disse o ministro do petróleo iraniano Rostam Qasemi.

"Não estamos felizes com o petróleo abaixo de 100 dólares", concordou Faleh al-Amri, diretor do Iraque para a Opep, destacando um consenso entre Teerã e Bagdá sobre a política da Opep.

(Reportagem adicional de Alex Lawler, Andrew Callus e Dan Fineren)

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