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Setor deve propor ao governo a redução de impostos para empresas que preservam meio ambiente

O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Andrade revelou, nesta quinta-feira (14), que o setor vai propor ao governo a redução de impostos para empresas ambientalmente sustentáveis.

Segundo Andrade, esse projeto ainda não está fechado, mas é grande a “possibilidade de evolução nesse sentido”. Para ele, a transição brasileira para um modelo de produção mais sustentável “pressupõe custos e riscos, que devem ser minimizados por políticas públicas amplas de apoio às empresas”.

“O governo cria incentivos para ampliar a produção, para gerar mais empregos formais e para incentivar a produção local. Por isso, acreditamos que faça sentido criar um mecanismo para incentivar empresas sustentáveis”, afirmou Andrade ao abrir o “Encontro da Indústria para a Sustentabilidade”, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) , que reuniu mais de 800 empresários.

O empresário defendeu também a manutenção de ambientes regulatórios institucionais propícios a ações produtivas e investimentos para adoção de padrões mais sustentáveis. “Também há necessidade de melhores condições de financiamento de longo prazo, com taxas de juros menores e facilidade de crédito para micro, pequenas e médias empresas", alertou Andrade.

Na opinião do presidente da CNI, a indústria no Brasil é ambientalmente responsável, até mesmo por questão de sobrevivência. Por isso, defende Andrade, a cobrança deveria ser redirecionada a outros setores da sociedade, incluindo o setor público.

Questionado sobre como as empresas podem manter os investimentos em inovações e práticas sustentáveis em um momento de crise, ele demonstrou estar otimista.

“Certamente, a crise leva os empresários a reverem todos os seus processos, do início ao fim. Mas, hoje não se consegue fazer um planejamento de longo prazo sem considerar o tema da sustentabilidade. Ou você investe mais para ser sustentável, mesmo com um lucro menor, para garantir a perenidade da empresa, ou economiza e acaba saindo do mercado”, afirmou.

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