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Destacando crise nos Estados Unidos e Europa, presidenta reafirmou que Brasil tem força interna

Em discurso na cidade de Belo Horizonte, a presidenta Dilma Rousseff (PT) defendeu desenvolvimento com sustentabilidade e a redução de juros para enfrentar a crise econômica mundial. Ela destacou a ampliação do mercado interno, além do controle da inflação e de finanças públicas.

A melhoria da produtividade do trabalho foi outro tema levantado pela presidenta nesta terça-feira. Dilma ainda citou a realização da Rio + 20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que tem início nesta quarta-feira.

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Em discurso de aproximadamente 30 minutos, a presidenta destacou a necessidade do desenvolvimento atrelado à sustentabilidade. “O desenvolvimento sustentável está na ordem do dia, ao contrário do que muitas pessoas pensam, que é preciso tirar a atenção de questões de desenvolvimento sustentável. Pelo contrário”, disse, emendando que o “tamanho e a dimensão da crise tem que fazer nossos olhos” se voltarem para o “conceito de desenvolvimento integrado”.

Dilma defendeu também o crescimento com inclusão das pessoas e destacou que ainda existe “consumo extremamente reprimido de classes populares”. Ela ainda afirmou que países desenvolvidos vem segurando a crise em países europeus e nos Estados Unidos.

Destacando que os Estados Unidos “não está bem”, a presidente reafirmou que o Brasil “tem forças internas para enfrentar esta crise, diferente de países da Europa, que não tem forças internas”. E reforçou o que vem reiterando sobre a situação nacional para enfrentar turbulâncias: “Temos uma política econômica consistente”.

A presidenta afirmou também que "temos ainda consumo extremamente reprimido classes populares".

A presidenta criticou o socorro de 100 bilhões de euros aos bancos espanhóis porque segundo ela é preciso uma mudança de padrão. De acordo com Dilma, a crise se aprofunda e torna-se quase crônica. A presidenta afirmou ainda que a crise do sistema bancário se sobrepõe à crise soberana dos países e avaliou que países devem estar atentos a não criar armadilhas para si mesmos. Cada vez que se corta gasto e para de investir, frisou a presidenta, provoca o que se produz na Europa.

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