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Crise global deve atrasar desenvolvimento da economia verde

Para economistas, escassez de recursos vai dificultar adoção de tecnologias limpas que ainda são pouco competitivas

Carla Falcão, iG Rio de Janeiro |

Às vésperas do início da Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, economistas e consultores especializados em sustentabilidade demonstram ceticismo quanto ao futuro da economia verde. A aposta é que a crise global deverá esvaziar as discussões em torno de metas para o crescimento sustentável, uma vez que faltam recursos para investir em novas tecnologias e processos.

Foto: Divulgação Crise econômica deve dificultar adoção de tecnologias limpas, mas pouco comnpetitivas

“Neste momento, o maior desafio é encontrar um volume de frentes de investimento efetivas que permitam reorientar a atividade econômica em busca de sustentabilidade. Com o mundo em crise, fica complicado investir em alternativas que ainda são pouco competitivas, como algumas formas de energia limpa”, diz Fenando Cardim de Carvalho, professor do Instituto de Economia da UFRJ.

Para o economista, muitos setores ainda não têm alternativas viáveis, como no caso do transporte aéreo, que está longe de superar sua dependência da queima de derivados de petróleo. “Para que a economia verde se torne uma realidade, é preciso ir além das boas intenções e do discurso politicamente correto. Os países têm que trabalhar efetivamente na identificação de oportunidades reais de investimento e transformação que satisfaçam as demandas da população”, afirma.

Coordenador da ESPM Social, o professor Carlos Frederico revela estar pessimista quanto aos resultados da Rio+20 para a economia verde. Para ele, está claro que os governos dificilmente irão cumprir os compromissos assumidos durante a conferência, a exemplo do que ocorreu há 20 anos. “Economia verde não é só mais uma conversa de ecochatos. A sustentabilidade é essencial para o próprio progresso da economia. Mas, ainda falta muito para que seja apresentado um modelo de economia sustentável”, diz.

Um pouco mais otimista que a média, Carlos Rossin, diretor de sustentabilidade da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), acredita que, a despeito da crise global, é possível traçar um caminho rumo ao desenvolvimento da economia verde. “Neste momento, o resultado é o de menos. O mais importante é discutir os processos e gerar metas. As discussões geradas na ECO 92 levaram à criação do comitê de biodiversidade, do sistema de créditos de carbono e do protocolo de Kyoto”, afirma.

Entenda o que é economia verde

A economia verde pressupõe a gestão eficiente de recursos naturais. Em outras palavras, o que se espera de uma economia sustentável é que ela consiga fazer mais com menos, diz Rossin. Para tanto, o que se defende é uma transformação de cestas de produtos e métodos de produção, que devem utilizar formas limpas de energia, gerar menos poluição e reduzir a utilização de recursos não-renováveis, entre outras metas.

 

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