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Onda de investimentos chineses pode levar US$  250 bilhões a US$ 500 bilhões em capital novo para a Europa nesta década

A China precisa atenuar as onerosas exigências para empresas europeias que pretende investir no país, pois só assim Bruxelas e Pequim poderão iniciar a negociação de um acordo que resultaria em bilhões de euros de novos investimentos, disse na quinta-feira o comissário (ministro) europeu de Comércio, Karel de Gucht.

Uma onda de investimentos chineses pode levar 250 a 500 bilhões de dólares em capital novo para a Europa nesta década, segundo um novo relatório, e as companhias europeias também estão ávidas por se expandirem para a Ásia.

Mas De Gucht disse na apresentação do relatório que o ônus sobre investidores europeus - incluindo as regras que exigem o compartilhamento de tecnologias com firmas chinesas - dificulta o aprofundamento dos vínculos entre investidores.

De Gucht disse num seminário para autoridades e empresários da UE que a China é citada pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) tem "o mais restritivo regime para investimentos estrangeiros em "todo o G20".

Os obstáculos variam de sociedades obrigatórias, que valem para os carros, até a proibição total de propriedade estrangeira em grande parte do mercado postal e de serviços, disse De Gucht. "Em alguns casos, o direito de investir é condicionado à transferência forçada de tecnologia."

O comércio entre UE e China deve atingir neste ano valor recorde de 625 bilhões de dólares, e de Gucht disse haver interesse em ampliar essas transações. As exportações contribuem para manter a estagnada economia europeia fora da recessão, e a Comissão Europeia (Poder Executivo da UE), que negocia pactos de comércio e investimento em nome dos 27 países do bloco, quer reforçar a presença europeia na Ásia.

De Gucht disse que um acordo de livre comércio com a China é improvável durante o seu mandato como comissário, que vai até 2014. Mas ele disse que um pacto de investimentos pode acontecer antes, lançando as regras para uma mútua ampliação da presença comercial chinesa e europeia.

Mas o comissário alertou também que ele não faz ideia de quando as negociações sobre um pacto de investimentos entre China e UE poderiam começar.

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