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Expectativa é de que o Banco Central dos Estados Unidos adote medidas para acelerar o crescimento da economia do país

As bolsas europeias fecharam em forte alta nesta quarta-feira. Em vez de levarem em conta a decisão do Banco Central Europeu (BCE), que manteve a taxa básica de juros em 1,0%, os investidores aumentaram as expectativas em relação a mais estímulos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA. Amanhã o presidente do Fed, Ben Bernanke, depõe sobre a perspectiva para a economia dos EUA em audiência do Comitê Conjunto de Economia do Congresso.

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O índice Stoxx Europe 600 subiu 2,28%, para 239,95 pontos. As ações da Petropavlovsk figuraram entre as que registraram ganhos mais expressivos, uma alta de 9,7% após ter seus papéis melhor avaliados pelo UBS.<p><p>Os bancos puxaram nesta quarta-feira o índice pan-europeu. Andrew Wilkinson, estrategista-chefe da Miller Tabak & Co., em Nova York, disse que, embora os mercados tenham se desapontado com a falta de uma ação forte do BCE, eles parecem ter gostado do tom do presidente da instituição, Mario Draghi, logo após a divulgação da taxa de juros do banco.

Draghi repetiu a promessa de que "nós estamos prontos para agir" se a situação se deteriorar. Para a Newedge, o tom do discurso de Draghi foi "dovish", ou seja, menos preocupado com a inflação. Segundo a corretora, mais algumas semanas de dados decepcionantes levarão a um corte nos juros.

Além disso, o presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, afirmou que, com a recuperação da economia norte-americana ameaçada por uma série de fatores negativos, o banco central pode ter de adotar novas medidas de estímulo. Neste ano, Lockhart possui direito a voto no Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc). Ele disse também que a ampliação do programa que a maioria do mercado chama da Operação Twist é "uma opção considerada" pelo Fed. "Existe capacidade para mais", em relação a este tipo de esforço, afirmou Lockhart.

Em Madri, o índice Ibex 35 avançou 2,41%, fechando a 6.418,90 pontos. Caixabank subiu 3,4%, BBVA teve alta de 3,2% e Santander registrou ganho de 2,6%. As construtoras também avançaram, com OHL (+6,2%) e ACS (+4,5%). Telefonica avançou 3,2%. Os bancos tiveram alta após jornais alemães reportarem que uma proposta está sendo estudada para injetar fundos da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) no Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (Frob) da Espanha.

O índice FTSE, da Bolsa de Londres, subiu 2,36%, fechando a 5.384,11 pontos. Os bancos e as mineradoras registraram ganhos, com Barclays (+8,2%), Royal Bank of Scotland Group (6,7%), Lloyds Banking Group (+5,2%) e HSBC Holdings (4,7%). Vedanta Resources subiu 9%, Royal Dutch Shell avançou 1,9% e BP teve alta de 1,2%. Na segunda-feira e ontem a bolsa ficou fechada por causa do jubileu da rainha Elizabeth II.

O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, teve alta de 2,42%, para 3.058,44 pontos. LVMH avançou 4,2% após ter seus papéis mais bem avaliados pelo HSBC. Os bancos subiram, com BNP Paribas (+4,2%), Crédit Agricole (+3,6%) e Société Générale (+3,1%).<p><p>Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX registrou alta de 2,09%, fechando a 6.093,99 pontos. As ações cíclicas estão entre as que tiveram melhor desempenho, com HeidelbergCement (+4,8%) e Infineon (+3,9%). Commerzbank subiu 4,6% e Deutsche Bank avançou 3,7%. Por outro lado, MAN recuou 1,2%.

Em Milão, o FTSE MIB fechou na máxima, com alta de 3,50%, para 13.427,15 pontos, puxado pelos bancos. Intesa Sanpaolo subiu 5,3%, UniCredit avançou 4,4% e Banco Monte deu Paschi di Siena teve ganho de 4,3%.<p><p>Em Portugal, o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, teve alta de 1,00%, para 4.537,59 pontos. Em Atenas, o índice ASE subiu 0,22%, fechando a 477,42 pontos. As informações são da Dow Jones.

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