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Avaliação do Bank of America é de que companhia brasileira também poderá consolidar suas operações com a Ternium

A Usiminas pode ter de recorrer a uma oferta de ações para adequar seu nível de endividamento. A avaliação consta em relatório do Bank of America (BofA), divulgado ontem. Segundo os analistas do banco, a combinação de um ambicioso plano de investimentos e resultados operacionais fracos deve pressionar o endividamento da siderúrgica mineira nos próximos trimestres.

Outra opção, para além da oferta, seria a consolidação com a Ternium, siderúrgica argentina do grupo Techint, que adquiriu o controle da Usiminas em novembro do ano passado. Pelas estimativas da equipe do banco, a alavancagem combinada das duas empresas ficaria em 2,9 vezes no fim do ano. Considerando-se apenas a Usiminas, a expectativa é que a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fique em 5,1 vezes.

"Simplesmente cancelar os investimentos, concentrados no setor de mineração, não nos parece uma opção razoável, já que a maior parte do crescimento do Ebitda da companhia é dependente das reservas de minério", escreveram os analistas Felipe Hirai, Thiago Lofiego e Karel Luketic.

As ações PN classe A da companhia, as mais negociadas, recuaram mais 3,08% no pregão de hoje para R$ 7,54. O BofA, no entanto, vê espaço para novas quedas. O preço-alvo das ações preferenciais classe A para o fim do ano foi rebaixado de R$ 10 para R$ 7  um potencial de queda de 7,16% em relação aos patamares atuais.

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