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Alta deverá acontecer mesmo com queda na confiança dos empresários do setor, que nos últimos doze meses contados até abril registrou aumento de 8,3% no nível de emprego

A pesquisa Sondagem da Construção, divulgada nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostrou queda na confiança dos empresários do setor , mas trouxe, ao menos, um bom sinal para aos trabalhadores: o número de empregadores que disseram ter intenção de contratar é maior do que aqueles que pretendem demitir. Como resultado, o indicador de previsão de emprego em maio ficou em 124,5 pontos em uma escala na qual valores acima de 100 apontam mais contratações do que demissões.

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Utilizando dados do Ministério do Trabalho, a pesquisa apontou que, no acumulado de 12 meses encerrados em abril, houve crescimento de 8,3% no nível de emprego da construção. O índice vem aumentando desde novembro do ano passado, quando ficou em 7,1%. Em março, foi de 7,9%.

Para Ana Maria Castelo, economista da FGV e coordenadora da pesquisa, o emprego mostra que a construção ainda está com forte nível de atividade. "Os empresários continuam contratando. Também registramos aumento no índice de consumo de cimento, que é um bom indicativo [do desempenho do setor]."

A escassez de mão de obra foi o maior problema enfrentado pelo setor de acordo com os empresários. Dos entrevistados, 38% disseram ter tido dificuldades para encontrar trabalhadores. Em maio do ano passado, no entanto, o gargalo era enfrentado por 49,8% das companhias. Já o custo de mão de obra cresceu como preocupação. Há um ano, 9,7% dos empresários disseram que os salários eram um entrave ao crescimento do setor. Atualmente, a parcela daqueles que apontam esse problema subiu para 13,9%.

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