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De acordo com Paulo Bernardo, intenção é desonerar a produção de telefones celulares com acesso à internet no país para atrair novas empresas

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que a produção de smartphones no Brasil pela CCE já está garantida. Ele também afirmou que representantes do ministério receberam visita de executivos da Motorola, que também estaria estudando produzir no país. Em entrevista coletiva para falar sobre a escolha da Oi para prestar serviços de telecomunicações durante a Rio+20, Bernardo observou que as medidas de redução de impostos no setor de telecomunicações, em estudo pelo governo, podem estimular o interesse das marcas em produzir no país.

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Sobre os esforços de desonerar as telecomunicações, o presidente da Oi, Francisco Valim, disse que o segmento é um dos mais penalizados pela questão tributária, mesmo tendo sido o setor de infraestrutura que mais investiu nos últimos anos, na análise do executivo. "Mais do que saneamento, estradas e portos", acrescentou. "Melhor do que investir para ter mais um carro nas ruas, que já estão lotadas, é investir para que as pessoas estejam ?logadas'", disse Valim.

Com a redução dos custos, a expectativa é de aumento do uso destes aparelhos, com elevação tanto do tráfego de voz, como de dados. O ministério estima que o volume de investimentos das operadoras de telefonia aumente neste ano. Nos últimos dez anos, a média de investimentos no setor tem girado em torno de R$ 17 bilhões. No ano passado, chegou a R$ 21,9 bilhões, e, neste ano deve passar de R$ 24 bilhões, podendo chegar a R$ 25 bilhões.

O ministro Paulo Bernardo pretende participar ativamente do esforço do governo de aceleração dos investimentos no país. A presidente Dilma Rousseff teve hoje reunião sobre o assunto, e o ministro disse que tem sugestões setoriais para entregar à presidente.

Apesar de não ter dado detalhes sobre a pauta, ele disse que deve incluir a desoneração dos smartphones no pacote. "Nós estamos fazendo grande esforço para que os investimentos sejam de fato aumentados. Fizemos mudanças regulatórias, vamos continuar fazendo, e queremos tanto quanto for possível, considerando nossas finanças. Queremos desonerar smartphone", disse. Segundo Paulo Bernardo, de janeiro do ano passado até abril deste ano, a disponibilidade de internet móvel aumentou quase 150%, enquanto o uso subiu 340% em 2011. "O que tenho dito é que, se nós baratearmos os aparelhos, com certeza vamos ter aumento mais expressivo ainda", disse.

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