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Mesmo com analistas prevendo que problema não contaminará outras instituições financeiras, aversão a risco derruba papéis de bancos de pequeno porte

SÃO PAULO - Ações de bancos de porte menor recuam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta segunda-feira, afetados pela intervenção do Banco Central (BC) no Cruzeiro do Sul. Os negócios com as ações do próprio Cruzeiro do Sul estão suspensos na Bovespa.

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Segundo a estrategista de renda variável do Banco Fator, Lika Takahashi, o problema com o Cruzeiro do Sul deve fazer os investidores questionarem se os bancos menores terão problemas futuros de acesso a financiamento.

Ela acredita, no entanto, que a intervenção está longe de causar o impacto gerado com o PanAmericano. Segundo analistas, a notícia negativa não foi uma surpresa, já que os rumores de que o Cruzeiro do Sul tinha problemas já circulavam no mercado.

Outro ponto é o nível de contaminação das operações do Cruzeiro do Sul. Diferentemente do banco PanAmericano, que tinha relações bilionárias com outras instituições bancárias, principalmente grandes bancos que compravam suas carteiras de crédito e lhe forneciam liquidez, o Cruzeiro do Sul já havia se tornado um banco bastante isolado do sistema.

Por volta de 14h, as ações de Indusval PN caíam 4,44%, BicBanco perdia 4,06%, Banrisul tinha baixa de 2,83% e Daycoval sofria desvalorização de 1,87%. No mesmo horário, o principal índice da Bovespa - o Ibovespa - subia 0,8%.

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