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Ação serviria para instituições financeiras em grave situação, para dar tranquilidade aos investidores e conter uma corrida para saques em massa

A França e a Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) sinalizaram nesta segunda-feira seu apoio a um plano audacioso para usar o fundo de resgate permanente da zona do euro para resgatar bancos em dificuldade, enquanto autoridades europeias tentam tranquilizar investidores de que podem conter um escalonamento da crise.

Autoridades da UE prometeram adotar decisões firmes em uma cúpula do bloco no fim deste mês para resolver a saga da dívida de 2 anos e meio, aprofundar a integração no euro e sustentar a moeda comum, mostrando estar comprometidos com o futuro.

Com os bancos espanhóis em dificuldades representando o problema mais urgente, o ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, afirmou em uma visita a Bruxelas que usar o fundo de resgate para capitalizar bancos diretamente é "um tema fundamental" que a França abordaria na cúpula.

O Comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Olli Rehn, que se reuniu com Moscovici, afirmou estar agora "considerando isso como uma séria possibilidade", embora tenha dito que o pacto do fundo de resgate permanente chamado Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM na sigla em inglês) não permite financiamento direto a bancos e que líderes precisam descobrir como superar isso.

A Alemanha, maior economia da zona do euro e maior contribuinte do fundo permanente, se opôs até agora a qualquer uso de fundos de resgate sem que um país se submeta a programas de austeridade humilhantes politicamente impostos pela UE e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Mas os problemas bancários na Espanha e as incertezas sobre a sobrevivência grega na zona do euro deram renovada urgência à necessidade de proteger de forma mais ampla a economia da Europa.

"Quanto à necessidade de recapitalização direta de bancos pelo ESM, é um assunto fundamental em que propostas estão sendo estudadas e em que espero que avanços sejam feitos na cúpula da UE", afirmou Moscovici a repórteres.

(Reportagem adicional de Catherine Bremer em Paris)

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