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Plano inicial era de que empréstimo viria de um conjunto de bancos europeus, mas crise financeira tornou o negócio inviável

O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro, disse há pouco que os 30% do custo de instalação da usina nuclear Angra 3, no Estado do Rio de Janeiro, não serão mais financiados por bancos estrangeiros. Era previsto, anteriormente, que estes recursos seriam provenientes de um pool de bancos europeus.

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O presidente da estatal afirmou que 30% de custo de instalação da usina também serão obtidos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com Pinheiro, o empréstimo já está prestes a ser assinado com o BNDES. A mudança de plano, segundo Pinheiro, veio do cenário econômico que surgiu com as crises, especialmente no continente europeu.

"Não adianta termos uma moeda excessivamente forte e pagarmos juros altos", disse Pinheiro, momentos antes de participar do seminário "Política de Defesa e Projeto Nacional de Desenvolvimento", no Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados (Cefor).

O presidente da Eletronuclear afirmou que o volume de recursos que seria obtido com os bancos estrangeiros era da ordem de 1,2 bilhão de euros. A partir de agora, os recursos serão "um pouco menos" com desembolso, primeiramente, do Tesouro Nacional para o BNDES.

Em seguida, o banco emprestará à Eletrobras e, só então, repassará à Eletronuclear. Angra 3, que começou a ser construída em 2010, será a terceira usina da central nuclear de Angra dos Reis (RJ) e terá potência de 1.405 MW. O orçamento total definido para a usina é de R$ 10 bilhões.

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