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Presidente brasileira defendeu que é possível conciliar políticas de ajuste fiscal com crescimento econômico

Dilma defendeu medidas de incentivo ao crescimento econômico
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Dilma defendeu medidas de incentivo ao crescimento econômico

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, defendeu nesta segunda-feira, perante o rei espanhol Juan Carlos I, que está de visita no país, a adoção de políticas de estímulo ao crescimento como meio para sair da crise internacional . Em discurso durante o almoço oferecido ao monarca espanhol no Palácio Itamaraty,

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Dilma afirmou que o equilíbrio das contas públicas é compatível com as políticas de estímulo à criação de emprego, promoção da justiça social e erradicação da pobreza. "É necessário impulsionar o crescimento para que o ajuste não se faça em detrimento dos povos dos países europeus e do mundo", disse a presidente. A governante ressaltou que a saída da crise internacional depende da adoção de ações "coordenadas e solidárias" por parte dos atores da economia mundial e, especialmente, dos membros da União Europeia.

Dilma ainda disse que, apesar da crise, as relações econômicas bilaterais estão sendo retomadas e lembrou que a Espanha é o segundo maior investidor no Brasil, com um volume acumulado de US$ 85,3 bilhões. O desafio das relações entre os dois países é aprofundar e diversificar as relações comerciais e os investimentos. Nesse sentido, assinalou que o Brasil oferece oportunidades de investimento em infraestruturas, transportes, energia e telecomunicações, entre outros setores.

Os principais executivos de grandes companhias espanholas acompanharam o rei Juan Carlos na visita ao Brasil. Entre eles estavam os presidentes e principais executivos de Banco Santander, Repsol, Telefônica, Iberdrola, Iberia, Isolux, Abengoa, Gás Natural Fenosa, Indra, Aciona, CAF, Talgo, Navantia e Airbus Military. A presidente também defendeu um estreitamento dos laços em projetos de pesquisa e inovação, com a troca de pesquisadores e de bolsistas.

Diante dos problemas entre os dois países, Dilma se mostrou confiante na resolução em curto prazo. Um dos principais debates é o impedimento de brasileiros ao ingressar pelo aeroporto de Barajas, em Madri, nos últimos anos, o que levou a Brasília a tomar medidas de reciprocidade. EFE mp/cl

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