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Juan Carlos I estará acompanhado de seu ministro das Relações Exteriores e pretende reforçar a cooperação política e econômica entre Brasil e Espanha

O rei Juan Carlos I da Espanha iniciará no próximo domingo sua primeira viagem internacional desde a chegada ao poder do atual governo espanhol. Ele visitará o Brasil e o Chile, à frente de uma considerável representação de empresários espanhóis, para reforçar a cooperação política e econômica com ambos países. Esta viagem, na qual estará acompanhado pelo ministro de Relações Exteriores, José Manuel García-Margallo, será também sua primeira atividade oficial no exterior desde a intervenção cirúrgica no quadril à qual foi submetido em abril.

Além disso, 20 grupos empresariais e bancários espanhóis participam desta viagem latino-americana, de caráter marcadamente econômico, alguns deles provavelmente representados por seus presidentes, como Emilio Botín (Banco Santander), Antonio Brufau (Repsol) e César Alierta (Telefónica). A agenda da visita ao Brasil - integralmente em Brasília - começará na segunda-feira no Palácio do Planalto, onde o monarca espanhol será recebido pela presidente Dilma Rousseff.

Ambos líderes presidirão um encontro empresarial no qual, segundo o programa provisório, estarão representadas 13 entidades espanholas com negócios no país. Os empresários também estarão presentes no almoço que Dilma oferecerá ao rei no Itamaraty. O objetivo da visita é consolidar e reforçar as relações comerciais e de investimento, contexto no qual a Confederação Espanhola de Confederações Empresariais (CEOE) assinará um acordo de colaboração com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A Espanha também salientará sua disposição para buscar fórmulas nas negociações da União Europeia com o Mercosul para que o Brasil não seja prejudicado pela atuação da Argentina. Segundo fontes diplomáticas, a intenção é que a visita eleve o nível da aliança estratégica que a Espanha mantém com o Brasil no terreno político, de modo que se institucionalizem reuniões bilaterais periódicas, embora ainda seja prematuro falar da possível constituição de uma comissão binacional, como no caso do México.

Na terça-feira, a agenda do rei em Santiago do Chile seguirá um esquema similar e, após um encontro no Palácio de La Moneda com Sebastián Piñera, haverá um encontro empresarial presidido por ambos chefes de Estado - no qual devem participar 11 empresas espanholas -, seguido de um almoço oferecido pelo presidente chileno.

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