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De acordo com o ministro da Fazenda, investimentos no País tem estado próximo de 20% e isso se deve aos estímulos que o governo tem dado à economia brasileira

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira que as taxas de juros da economia brasileira vão continuar caindo. "Eu garanto isso", disse Mantega, durante entrevista coletiva em que comentou a variação do PIB no primeiro trimestre de 2012.

O ministro disse ainda que o governo vai continuar a estimular os investimentos no País. "Hoje você já pode comprar máquinas a juro real próximo de zero. Isso é resultado de medidas que o governo vem adotando. O governo tem todo o interesse que o investimento retorne ao patamar de 2010".

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Segundo ele, os investimentos no País tem estado próximo de 20% e isso se deve aos estímulos que o governo tem dado à economia brasileira.

Perguntado se não falta ao empresário brasileiro o chamado "espírito animal", já que aos primeiros sinais de crise ele reduz o investimento, Mantega disse que não.

"Eu me reúno quase diariamente com os empresários e não vejo que falte neles o 'espírito animal'", afirmou o ministro, acrescentando que é natural os empresários se tornarem mais cautelosos em momentos em que a taxa de crescimento é menor.

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Da parte do governo, Mantega ressaltou que há cobrança para que os empresários não diminuam investimentos.

"Por exemplo, o último incentivo que nós demos foi para o setor de veículos, mas já tínhamos dado incentivo para o setor de linha branca e sempre cobramos como contrapartida a continuidade do investimento", disse o ministro.

Ele avalia que medidas como essas não podem ser consideradas ações de protecionismo, mas de defesa da indústria nacional. Segundo ele, as medidas foram tomadas porque países "adotaram medidas como manipulação cambial, e o que fizemos foi defender o setor automotivo de subsídios disfarçados".

Segundo o ministro, o País não pode esperar que Organização Mundial do Comércio (OMC) tome alguma decisão, o que justifica a adoção das medidas em maio. Mantega reiterou que a maior preocupação do governo quanto ao crédito é o spread cobrado pelos bancos privados" que se comprometeram a ter uma atitude menos restritiva".

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