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Foram criados 69 mil postos de trabalho no mês passado, mas economistas esperavam aumento de 150 mil vagas

A abertura de postos de trabalho nos Estados Unidos ficou abaixo do esperado em maio, enquanto os dados de março e abril foram revisados para baixo. Esse cenário sugere que a recuperação econômica norte-americana permanece fragilizada.

Foram criados 69 mil postos de trabalho no mês passado, informou nesta sexta-feira o Departamento do Trabalho dos EUA, o menor volume desde maio do ano passado. Economistas consultados pela Reuters esperavam aumento de 150 mil vagas.

Além disso, foram abertos 49 mil postos de trabalho a menos do que o previamente estimado em março e abril. A taxa de desemprego subiu para 8,2 por cento ante 8,1 por cento.

O resultado poderá abalar ainda mais a confiança, na esteira de pesquisas industriais regionais fracas e da piora da crise da dívida na Europa. Dados divulgados nesta sexta-feira mostraram ainda que o vasto setor industrial da China perdeu força em maio.

Economistas culparam a prolongada crise financeira na Europa e a desaceleração do crescimento chinês pelas dificuldades encontradas na atividade industrial norte-americana em maio.

O nível de emprego ainda está com 5 milhões de empregos a menos do que em dezembro de 2007, quando a economia caiu em recessão.

Analistas dizem que a economia precisa criar cerca de 125 mil postos de trabalho por mês para manter a taxa de desemprego estável.

A taxa de participação da força de trabalho -a parcela de norte-americanos em idade economicamente ativa que tem emprego ou estão procurando por um- subiu para 63,8 por cento.

Os ganhos foram mais fracos em todos os sentidos no mês passado, com o setor privado criando apenas 82 mil postos de trabalho. As vagas no setor público caíram em 13 mil, puxadas pelo contínuo aperto feito por governo locais.

O setor manufatureiro, o carro-chefe da recuperação econômica, criou 12 mil empregos.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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