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Depois do corte nas taxas, o Banco do Brasil estima que maio será o melhor mês na história recente, com destaque para financiamento de veículos

Impulsionada pela queda dos juros, a concessão de crédito deu um salto no Banco do Brasil (BB), segundo análise prévia sobre os dados consolidados do mês passado. "Maio deve ser o melhor mês da história recente", disse o vice-presidente de negócios de varejo da instituição, Alexandre Abreu. Os números de abril não mostraram uma "explosão" do crédito, porque o ritmo de concessões foi sendo incrementado a partir da segunda metade do mês, depois que o Banco Central (BC) levou os juros rumo aos menores níveis históricos.

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Nessa esteira, o BB começou a cortar suas taxas. "Maio já pega o mês cheio. Nós devemos ter um salto, não só em termos de concessões, como de saldo", afirmou Abreu. O vice-presidente do BB disse que houve aumento em todas as linhas operadas pelo banco, mas destacaram-se o financiamento de veículos, crédito imobiliário, crédito pessoal e crédito para micro e pequenas empresas. Os desembolsos diários para aquisição de veículos, que já tinham aumentado de R$ 11 milhões em março para R$ 30 milhões em abril, subiram mais na semana passada.

Depois do pacote do governo de incentivo à indústria automobilística, e da decisão do Banco Central de liberar R$ 18 bilhões de depósitos compulsórios (dinheiro que os bancos precisam obrigatoriamente depositar no BC) para concessão de crédito direcionado à aquisição de veículos, os desembolsos no BB saltaram para R$ 60 milhões. O avanço se deu assim que o BB reduziu a taxa dessa linha.

Na quinta-feira, os desembolsos diários para essa linha alcançaram R$ 87 milhões. Financiamento de veículos baterá todos os recordes históricos", disse Abreu. O vice-presidente da instituição ainda reiterou a projeção do BB de alcançar o segundo lugar no mercado imobiliário, passando à frente do Itaú Unibanco, que possui 9% de participação. Hoje, o banco público está em quinto lugar e a Caixa reina isolada no segmento, com cerca de 75% do mercado. "É um salto ousado, mas não é inatingível em dois, três anos", disse o diretor de crédito imobiliário do BB, Gueitiro Matsuo Genso.

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Ele acredita que as novas condições de juros para o crédito imobiliário, anunciadas nesta sexta-feira, premiando os clientes que recebem na instituição e pagam as parcelas em dia vão dar mais competitividade ao banco público. "Para o BB, o crédito imobiliário é a grande alavanca de fidelização e conquista de clientes", completou Abreu. 

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