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A economia brasileira alcançará taxa de crescimento entre 4% e 4,5% no segundo semestre, segundo projetou nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega

Em São Paulo para comentar os dados do Produto Interno Bruto (PIB) referentes ao primeiro trimestre, divulgados hoje, o ministro da Fazenda Guido Mantega disse acreditar que, a partir de julho, a atividade econômica vai se recuperar e compensar o crescimento modesto do primeiro trimestre. Manmtega prevê um crescimento entre 4% e 4,5% no segundo semestre. 

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O ministro destacou que o consumo das famílias de 1% no primeiro trimestre, frente ao quarto trimestre de 2011, representa taxa anualizada de mais de 4%. "O consumo das famílias é compatível com crescimento do PIB maior do que esse [0,2% no primeiro trimestre]", disse. Segundo Mantega, apesar do crescimento moderado nos três primeiros meses do ano, o mercado de trabalho no Brasil é um indicador positivo da economia, uma vez que foram criados 600 mil empregos formais no primeiro quadrimestre.

"Temos os melhores resultados do mundo. O desemprego continua aumentando na Europa", comparou. Ele destacou ainda que o setor de serviços, cujo crescimento foi de 0,6% no primeiro trimestre, ante o quarto trimestre do ano passado, tem contribuído de forma significativa na geração de vagas de trabalho. O ministro disse também que os efeitos da queda do PIB da agricultura sobre o PIB total no primeiro trimestre são sazonais e não devem afetar o crescimento do país. 

Indústria

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também disse há pouco que uma das boas notícias do PIB do primeiro trimestre foi a expansão de 1,7% ante o quarto trimestre de 2011 do setor industrial, que anualizado leva a indústria a um crescimento próximo de 6%. Ainda de acordo com ele, a indústria de transformação foi destaque e a indústria como um todo só não teve desempenho melhor por causa do resultado negativo da indústria extrativa mineral.

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