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Queda dos índices europeus gera efeitos negativos nos EUA, na Europa e na China

As bolsas europeias fecharam em queda nesta sexta-feira, com dados negativos nos Estados Unidos, na Europa e na China. O índice Stoxx Europe 600 caiu 1,9%, para 235,09 pontos, e fechou no menor nível desde 19 de dezembro de 2011. Na semana, o índice recuou 3,05%. As notícias negativas começaram ontem.

O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) da China recuou para 50,4 em maio, na comparação com os 53,3 de abril. O PMI de maio ficou abaixo da média de 51,5 projetada por dez economistas consultados pela Dow Jones. A leitura do índice acima de 50,0 indica expansão da atividade manufatureira, enquanto que abaixo de 50,0 indica contração. Hoje, os indicadores ruins vieram dos Estados Unidos e da Europa.

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A economia americana criou 69 mil empregos em maio, o menor ganho em um ano. O número ficou bem abaixo da previsão dos economistas ouvidos pela Dow Jones, que previam a criação de 155 mil vagas. Além do dado fraco de maio, os resultados de março e abril foram revisados para baixo, para mostrar que foram criadas 77 mil vagas em abril e 143 mil em março, em vez de 115 mil e 153 mil, respectivamente, como anunciado antes.

Além disso, o índice de atividade industrial nacional dos EUA medido pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM) caiu para 53,5 em maio, de 54,8 em abril. As estimativas dos economistas eram de uma leitura de 53,9.Na zona do euro, o número de pessoas sem trabalho aumentou em abril para o nível mais alto já registrado na história da união monetária. Havia 17,4 milhões de pessoas desempregadas nos 17 países da região em abril, um aumento de 110 mil desde março e de 1,8 milhão em comparação com abril do ano passado. É o nível mais alto desde janeiro de 1995.

O índice de atividade manufatureira gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro caiu para 45,1 em maio, o menor patamar em três anos, de 45,9 em abril, sugerindo que a economia da região continuará a debater-se no segundo trimestre como suas profundas crises de dívida soberana e bancária.

As petroleiras pressionaram o índice pan-europeu, com Total (-2,4%) e BG Group (-3,4%). As farmacêuticas também registraram baixas, com Sanofi (-2,7%) e Novartis (-1,0%). Em Madri, o índice Ibex 35 caiu 0,41%, a 6065,00 pontos, pressionado por FCC (-6,8%), Dia (-4,4%), Acciona (-3,4%) e Inditex (-2,7%). Na semana, o Ibex 35 recuou 7,31%. Os papéis da britânica GlaxoSmithKline caíram 1,6%, pressionando o índice FTSE, que encerrou a sessão com perda de 1,14%, a 5.260,19 pontos, e na semana recuou 1,71%.As ações da Evraz tiveram queda de 4,8%.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX teve queda de 3,42%, fechando a 6.050,29 pontos, pressionado por Infineon (-5,7%), Daimler (-5,1%) e Adidas (5,0%). Na semana, o DAX caiu 4,57%. Por outro lado, os papéis do BBVA subiram 1,2% e os do Santander avançaram 0,6%. O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, teve baixa de 2,21%, para 2.950,47 pontos, e na semana registrou perda de 3,20%. As ações da LVMH caíram 5,7% e as da Peugeot recuaram 1,9%.

Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,04%, para 12.739,98 pontos, e na semana teve baixa de 3,24%. Em Portugal, o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, teve queda de 1,34%, para 4.453,01 pontos, e na semana recuou 4,08%. O índice ASE, da Bolsa de Atenas, teve queda de 4,48%, fechando em 501,90 pontos. Na semana, porém, subiu 3,45%. As informações são da Dow Jones.

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