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Em relatório, instituição financeira avalia que a política monetária parece ter mais espaço para seguir no ciclo de afrouxamento

O Banco Safra revisou sua projeção para a taxa Selic no final deste ano de 8% para 7% após a divulgação "decepcionante" do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, conforme relatório enviado a clientes e assinado pelo economista Carlos Kawall.

"Agora consideramos que o Copom realizará mais três cortes de 50 pontos bases na reuniões de julho, agosto e outubro", disse Kawall em relatório.

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Segundo ele, a recuperação cíclica do Brasil depois do substancial afrouxamento monetário ainda não ganhou tração, uma vez que o crescimento do crédito medido pelas novas concessões de empréstimos está emperrado, e o setor industrial continua se debatendo com questões de competitividade, apesar da taxa de câmbio mais desvalorizada recentemente.

"A política fiscal não virá ao resgate de forma mais significativa", disse. "Não esperamos um aumento nos gastos correntes - já inflados pelo aumento generoso do salário mínimo - o que iria contra a estratégia do governo de elevar a poupança do setor público para aumentar os investimentos".

No relatório, Kawall e sua equipe de economistas avaliam que a política monetária parece ter mais espaço para seguir no ciclo de afrouxamento na medida em que as taxas de juros globais têm caído fortemente nas últimas semanas.

"O Banco Central também tem a visão de que o ambiente global é desinflacionário, criando uma janela de oportunidade para trazer a taxa de juros real para níveis internacionais. Portanto, levar a Selic (mais ainda) para um território nunca pisado não deveria ser uma surpresa", afirma o relatório.

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