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Segunda versão do programa se concentra em 51 grandes cidades acima de 700 mil habitantes, estados e municípios assumem R$ 10 bi

A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira (24) um pacote de R$ 32 bilhões para 37 projetos do PAC da Mobilidade Grandes Cidades, inserido na segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Do montante, R$ 10 bilhões de responsabilidade dos estados e municípios – parte deles assumidos em linhas de crédito subsidiada pela União. “O Brasil vai enfrentar grandes desafio de mobilidade e precisamos estar preparados”, afirmou.

Dilma destacou como desafios no campo do transporte público a conferência climática Rio+20, Copa 2014 e Olimpíadas 2016. A presidente indicou também que o governo terá controle da execução das obras. “Estaremos capacitados para monitorar os projetos”, afirmou.

O programa coordenado pelo Ministério das Cidades prevê a construção de 600 quilômetros de vias, 200 quilômetros de trilhos, 381 estações e terminais (metrô e trens) e aquisição de 1.060 veículos para sistemas sobre trilhos. As obras deverão atender, segundo estimativas oficiais, cerca de 39% da população brasileira.

Metrô é destaque
Os projetos de construção de linhas de metrô de Bahia e Ceará foram os mais beneficiados, com R$ 3 bilhões para cada estado. O governo federal se comprometeu a repassar R$ 1 bilhão para cada estado. Em seguida está o metrô de Belo horizonte, com R$ 2,9 bilhões, sendo R$ 1 bilhão em repasse da União.

O estado de São Paulo terá R$ 2,8 bilhões para a construção de um monotrilho na região metropolitana, ligando a capital a São Bernardo do Campo. A União repassará R$ 400 milhões do total.

O governador Geraldo Alckmin indicou que R$ 1,2 bilhão será contratados como empréstimo junto à Caixa Econômica Federal. O restante na forma de Parceria Público Privada entre o governo estadual e empresas.

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