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Empresas como Haagen-Dazs e United Airlines pagam para aprender a se tornarem mais divertidas e conectadas com os consumidores

Receita do Instituto Disney, que atua em consultoria, dobrou nos últimos três anos
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Receita do Instituto Disney, que atua em consultoria, dobrou nos últimos três anos
Professores de Maryland foram instruídos a engajar as crianças agachando e olhando em seus olhos. Vendedores de concessionárias da Chevrolet aprenderam a pensar nas metáforas do teatro: no palco, onde sorrisos cumprimentam os potenciais compradores, e fora dele, onde representantes de vendas podem fumar desde que não sejam vistos.

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Um hospital para crianças da Flórida foi aconselhado a acolher pacientes de maneira mais divertida, o que levou a entidade a contratar uma recepcionista que toca ukulele vestida em roupas de safari.

Estas dicas de serviço vieram do pessoal do Instituto Disney, a divisão de consultoria da Walt Disney Co.

Desesperadas por novas maneiras para se conectar com os consumidores, uma variedade cada vez maior de indústrias e organismos estão pagando a empresa para ensinar a eles como se tornar mais parecidos com a Disney.

A receita do Instituto Disney dobrou nos últimos três anos, segundo a Disney, alimentada em parte pela agressiva busca por novos negócios. Nos últimos dois anos, 300 sistemas de ensino de todo o país procuraram seu conselho.

Entre seus outros clientes estão entidades de grande porte - Haagen-Dazs, United Airlines, o país da África do Sul - e de pequeno também: três restaurantes Subway em Maine, um cabeleireiro de Michigan, um centro de aconselhamento para juventude de Boston.

"Enviamos representantes para todos os cantos do país e do mundo todos os dias", disse Jeff James, que dirige a filial de consultoria da Disney. "Alguns clientes estão em boa forma e querem melhorar ainda mais, e alguns estão realmente perdidos."

James disse que as oscilações na economia tem pressionado as empresas a prestar mais atenção às necessidades dos consumidores.

Esta atenção ao detalhe é que obrigou Frank Supovitz, o presidente da Liga Nacional de Futebol, a contratar a Disney para ajudar com o Super Bowl deste ano, após um desastre no evento de 2011. A Disney planejou e executou o treinamento dos cerca de 20,000 trabalhadores do evento e ajudou a coordenar o controle da multidão.

"Queríamos que essas 20,000 pessoas internalizassem um sentimento de orgulho por participar do evento", disse Supovitz, acrescentando que pretende contratar a Disney novamente no próximo ano.

Alan Batey, vice-presidente de vendas e serviços da Chevrolet, disse: "Alguns comerciantes estavam muito céticos e tivemos que explicar que se trataria de pegar as melhores ideias da Disney e aplicá-las à nossa própria cultura, e não de construir castelos e vestir pessoas em fantasias".

"Nós precisávamos de alguma ajuda para descobrir como podemos realmente alegrar nossos clientes, fazendo muitas coisas pequenas muito bem", disse Batey.

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